As Curvas…

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Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein.

(Niemeyer, Oscar, 2000, As Curvas do Tempo: as memórias de Oscar Niemeyer. Londres: Phaidon, ps. 169 e 70)

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Leitura e releitura.

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- Eu amo o mundo! Eu detesto o mundo! Eu creio em Deus! Deus é um absurdo! Eu vou me matar! Eu quero viver!
- Você é louco?
- Não, sou poeta.

Mario Quintana )

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-Eu amo o mundo BDSM! Eu detesto esse mundo BDSM! Eu creio em meu Dono! Esse meu Dono é um absurdo! Eu vou me matar! Eu quero viver!

-Você é doida?

-Não, sou submissa.

Giovanna Casotto

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Giovanna Casotto é uma ilustradora italiana que especializou-se em quadrinhos eróticos. Dona de um traço realista, uma das peculiaridades da autora é o uso de referências fotográficas para criar suas histórias. Detalhe: ela tira fotos de si mesma.

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“O erotismo que tenho em mente é composto de atitudes femininas, atitudes precisas, inspiradas nas pin-ups dos anos 50 (…); o erotismo, pra mim, é carnalidade; uso o sombreamento para dar a noção da carne, do corpo, dos sentidos!”

Giovanna Cassotto

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O Casamento – parte 3

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Acordou Macabéa.

Ficou na cama lembrando-se do namorado Olimpio da pobre Macabéa, que a levou para tomar um cafezinho e disse que se ficasse caro de mais ela iria pagar a diferença… Começou a rir sozinha.

Levantou Macabéa.

Desculpou-se por tudo… Por ter nascido, por usar oxigênio do planeta, por ser tão apática.

Foi tomar café Macabéa.

Só um pouco de café frio e uns pedaçinhos de papel. Quando criança costumava comer papel e imaginava que era um chocolate branco, foram tempos difíceis!

Talvez encontrasse uma cartomante que leria sua sorte e ao atravessar a rua deslumbrada fosse atropelada.

Morreria Macabéa.

A hora da Estrela era seu romance favorito de Clarice Lispector. Às vezes imaginava que abraçava Macabéa e lhe dizia que tudo iria ficar bem, em outras queria esbofeteá-la. Amor e ódio por essa nordestina.

Era uma sexta-feira de feriado, um feriado cristão qualquer. Não era cristã, nem mesmo acreditava em um ser divino superior, era muito racional. Esse foi um dos motivos para não se casar na igreja, e também como não acreditava em papéis, também não quis casar em cartório.

O noivo, futuro marido ficou aliviado, fugia assim das contas… Talvez tenha até pensado em pagar um cafezinho para ela, já que não dava muitas despesas…  Mas iria cobrar a diferença se ficasse muito caro!

Mas ele não era de todo tão cruel. Como não teriam despesas com casamento, não economizou na lua de mel. Eles viajaram por várias praias do litoral nordestino, ela ficou encantada! Foi a melhor época de sua via…

Hoje daria atenção somente para si mesmo, não estava com tempo e nem disposição para procurar um de seus amantes.

Começou por cuidar dos cabelos… Recentemente deixou os cabelos crescerem e os cortou bem curto para retirar por completo sua obsessão por cabelo liso. Voltou a ser cacheada.

Estava se sentindo uma gata preguiçosa… Nem tirou o pijama, ficou na sala jogada no sofá.

Cochilou…

Acordou assustada com a fechadura da porta mexendo, será que havia dormido de mais e já eram 11hs da noite, não era possível!

Não era mesmo, seu marido havia chegado mais cedo em casa. Foi uma surpresa, ele nunca fazia isso.

Ele perguntou por que não tinha ido aproveitar o feriado e ido passear com as amigas… Ela respondeu que estava com preguiça – o que era a mais pura verdade.

Ele a beijou e foi se afastando para ir ao banheiro, mas ela o segurou pela mão e pediu para que ele se sentasse ali. Ele se sentou, e como uma gata manhosa ela foi se aconchegando a ele, cheirando seu corpo suado, beijando seus lábios. Fazia tempo que não tinha oportunidade de devorar aos poucos o seu marido. Ele queria tomar banho, mas ela não deixou. Tirou a roupa e abaixou as calças dele, sugou seu membro duro com muito gosto. Subiu no colo dele e o fez penetrar… Estava excessivamente molhada, possuída por um desejo que somente ele poderia saciar.

Tinha seus amantes e eles eram maravilhosos, mas seu marido… Era odioso! Ela o amava!

Tinha ódio dela mesma por isso… Era por isso que não ia embora. Era por esse sentimento que não conseguia deixá-lo.

Sentia seu membro entrando e saindo, gozava e gemia de prazer…

Sem avisar ele a deitou no sofá e ficou por cima dela. Ele a olhou nos olhos e disse: “Você gosta disso né… Gosta de minha frieza e depois adora o jeito como eu a pego com força…”

Ela ficou surpresa com aquelas palavras e com raiva também… Respondeu um sussurrante “eu te odeio!”… Ele riu e respondeu que não, “você me ama! E por isso não vai me deixar…”

O gozo foi muito maior que a raiva que sentia, e o vai e vem de seus quadris não parava em cima dela. Muitos orgasmos ela teve.

Depois que terminaram ele a puxou para o banheiro. Não conversaram muito, o diálogo ficou entre seus corpos e seus lábios que não paravam de se beijar.

Transaram até seus corpos não agüentarem mais…

Ela acordou Macabéa de Clarice Lispector, mas deitou-se ao lado do marido aquela noite como “O” de Pauline Réage.

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Feliz Aniversário!!!

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aniversário

 

Acordei hoje, liguei o computador para preencher minhas fichas de estágio…

É… Eu trabalho, estudo, estudo e trabalho. De vez em quando me meto a escritora.

Mas hoje o Google me deu um presentinho!!

Cyka, sua linda!! Feliz aniversário!

Feliz aniversário para mim!

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A primeira pessoa que deve me desejar Feliz Aniversário, sou eu mesma.

Não existe ninguém nesse mundo que me ame mais do que eu.

São 41 anos de existência. Muitos defeitos que foram eliminados, outros que ainda persistem.

Me tornei utópica: Acredito que possamos mudar o mundo e viver em harmonia. As utopias são necessárias, são nossos que podem revolucionar tudo a nossa volta.

Eu tenho um sonho…

E irei correr atrás dele, mesmo que tenha que me afastar de pessoas, mesmo que tenha que ir para longe.

Feliz Aniversário Cyka!

Perguntas…

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“Sim e quantas vezes um homem deve olhar pra cima

Antes de conseguir ver o céu?

Sim e quantos ouvidos um homem deve ter

Pra poder conseguir ouvir as pessoas chorarem?

Sim e quantas mortes serão necessárias até ele saber

Que pessoas demais morreram?

A resposta, meu amigo, está soprando no vento

A resposta está soprando no vento.”

Blowin’ In The Wind

As respostas para minhas perguntas estão soprando no vento… Mas são respostas confusas. Nada é certo, nada que imagino é o que acontece. Vou terminar com tudo um dia, sem saber as respostas… Não sei ainda quando será o termino, ou se algum dia algo começou.

Será que ouve um começo?

As promessas foram ditas e jogadas aos ventos, estou tentando escutar o vento… Ele me trás respostas confusas. Às vezes me responde com outra pergunta.

Quando é que vai realmente ouvir meus lamentos?

Quando é que realmente vai entender meu sofrimento?

Quando é que vai olhar para mim e realmente me enxergar?

Lágrimas na chuva

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Coisa difícil viver com medo, não é?

É assim que vive um escravo.

Eu vi coisas…

Que vocês não acreditariam.

Naves de ataque ardendo ao longo de Orion.

Assisti raios C.. Cintilando na escuridão

Junto ao portão de tannhäuser.

Todos esses momentos vão se perder…

No tempo, como lágrimas na chuva.

Hora de morrer.

Roy Batty (Blade Runner)

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Sim, é difícil viver com medo. Principalmente quando se é escravo de uma coisas chamada “amor”.

É horrível viver no constante medo de que nunca mais volte; é massacrante viver com medo de que tudo que me diz não passe de uma grande mentira; é desgastante viver com medo de que um dia se canse da brincadeira cruel e como um verdadeiro lord sádico diga: irá doer mais em mim do que em você, mas terei que partir.

Amar é viver com medo.

Amar e medo poderiam ser sinônimos.

Mas eu sou um andróide replicante, lutando para viver um pouco mais para saber aonde tudo isso vai me levar. Queria ver meu final feliz antes que a chuva leve tudo e que as lembranças se apaguem.

Não quero morrer.

Mas não quero viver assim…

Mas sem você, o meu tempo acaba e eu terei de dizer:

Hora de morrer.

O casamento (parte 2) – Defesa Pessoal

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Às vezes ela tinha curiosidade em saber o que o marido faria se soubesse que ela o traia. Será que ele ficaria decepcionado, triste ou magoado? Ou talvez nem ligasse e continuaria a viver sua vida em seu mundo… Não me importo com o que você faz só me deixe em paz, diria ele.

Não me importo com você.

Não me importo com o que você faz.

Me deixe em paz, preciso trabalhar.

Tinha medo de dizer que iria embora. Ele poderia dizer: então vá eu não me importo.

Então ela ficava quieta, chorava no chuveiro para ele não perceber, sorria e se mostrava sempre feliz. Sempre estava bonita, com sua melhor langeri… Vai que ele a note, e a queira, e a deseje.

Pode ser que ele levante a cabeça para olhar para ela, que desligue o celular e feche o not bock e a ame como fazia antes.

Tinha que procurar algo para se distrair. Então descobriu que no bairro tinha uma nova academia, iria fazer aula de zumba. Está na moda, seria divertido e encontraria pessoas para conversar. Mas na academia também havia uma aula que ela achou mais interessante, principalmente quando viu o professor: um negro lindo quase dois metros de altura e muito músculo, tudo no lugar. Descobriu que ele era mestre em Krav Maga, uma arte marcial desenvolvida em Israel na década de 40. Foi conversar com o professor e saber mais sobre… Não que se interessasse por artes marciais, mas o homem era lindo. Ele com muita simpatia, explicou que seria ótimo para ela aprender defesa pessoal, e que seria um prazer ensiná-la.

Foi atração mutua…

Ela fazia a ultima aula da noite, com poucos alunos e sempre o esperava para sair. Ele se tornou seu confidente, amigo e por fim um delicioso amante. Nunca vai esquecer aquele beijo roubado no estacionamento, procurava ir a pé para ter uma desculpa para pedir carona… E do beijos para uma transa no banheiro da academia não demorou muito para acontecer.

Ele sabia exatamente como fazê-la gozar loucamente.

Por alguns meses esqueceu que não era feliz em seu casamento. Por alguns meses se sentiu desejada. Foram os melhores meses de sua vida.

O marido continuava indiferente, mas ela não se incomodou.

Alguns meses e transas maravilhosas depois o professor teve que ir embora. Ele ganhou uma bolsa de estudos nos EUA e iria partir. Mas ainda continuam amigos e mantêm contato pelas redes sociais da vida.

Talvez quando voltar se encontrem, ou talvez já tenha resolvido seu problema com o marido…

Mas o professor a incentivo continuar com as aulas de arte marcial, e ela também gostou e já está para ganhar sua primeira faixa.

Os amantes também continuaram, mas ai serão outras histórias.

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O Casamento

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tumblr_muxonuc8jn1qlcyfro1_Ela sabia que um dia o romance iria esfriar, já havia conversado com amigas casadas e todas diziam que o quinto ano de casamento era trágico, iria definir muitas coisas.

Não acreditava que isso iria acontecer tão cedo, talvez no décimo ano de casamento… Ou nunca!

Eles não tinham um casamento convencional.

Primeiro combinaram de não ter filhos, iriam atrapalhar os planos de viajem, perderiam a liberdade.

Combinaram que iriam fazer coisas novas e experimentar.

Foram em swing, transaram a três e a quatro.

Ela queria transar com dois homens, mas ele dizia não estar preparado para isso. Não achava justo, pois já tinham realizado todos os sonhos eróticos dele.

Na verdade tudo girava em torno dele, das vontades dele, dos desejos dele. O mundo girava em torno do seu umbigo. Mas ela não ligava e até gostava de satisfazer os caprichos dele. Havia lido na internet uma vez que isso era ser submissa. Uma coisa chamada BDSM. Também descobriu que era masoquista, gostava de apanhar na cama, de sofrer, de se sentir humilhada.

Sentia-se doente, era estranha, não se encaixava.

Leu História de O, se identificou. Era aquilo que ela era: Submissa.

Ela contou tudo ao marido, e ele prometeu que iria estudar sobre o assunto e iriam fazer coisas juntos.

Mas as coisas nunca vieram, ele nunca estudou e nunca a satisfazia.

Uma vez ela perguntou se realmente a desejava, e ele respondeu sem olhar em seus olhos concentrado no trabalho, que sim… Um marido sempre deseja sua esposa.

Talvez ele tenha respondido isso só para se livrar dela e continuar o trabalho…

Sempre o trabalho.

Nunca mais tiveram tempo para nada, e já completava seis meses que nem mais transavam.

Estava pensando seriamente em aceitar o convite de seu melhor amigo para sair. Às vezes ela pensa que fez uma escolha muito errada em sua vida e poderia ter ficado com esse seu amigo. Mas o marido havia encantado desde o primeiro dia que o viu. Forte, decidido e sabia controlá-la. Ele literalmente a deixava rastejando aos seus pés. Mas havia algo errado, ela não sabia explicar o que era.

Parou de se preocupar, foi tentar viver a vida…

Não iria pedir divorcio, queria saber até onde ele iria.

Enquanto isso foi se divertindo com alguns amantes esporádicos. Todos a desejavam ardentemente. Todos eles arrastariam um caminhão por causa dela. Mas em todos os homens que ela se deitava, ela só queria encontrar o marido, o homem que ela amava.

Ela não tinha coragem de ir embora.

Tinha medo de pedir para ele ir e ele atendesse ao pedido.

Tinha medo de ficar sem ele.

Ela era a cadela e ele o Dono. E a cadela não iria agüentar viver sem o Dono.

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