Sem vontade, não quero obedecer.

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Descobri que não estou muito a fim de obedecer, ser subserviente, submissa.

Ou…

Para fazer isso, preciso estar muito envolvida.

Eu só conseguirei obedecer novamente dessa forma se estiver bem envolvida com uma pessoa, me entregar. Mas a entrega me faz lembrar de coisas triste e como saí magoada de uma relação que para mim foi tão intensa.

Então não dá! Vai ser bastante complicado.

Prefiro a segurança das relações suaves!

Quero tranquilidade.

tumblr_mw083rbyP71t0ckeyo1_500


 

gaslighting

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still-of-ingrid-bergman-and-charles-boyer-in-gaslight-1944-large-pictureSabe aquele filme com a Ingrid Bergman (Gaslighting) em que o companheiro a manipula psicologicamente a ponto dela se sentir culpada e doida? A pessoa que se envolve em um relacionamento assim costuma a questionar sua própria sanidade e conduta. Ai a gente pensa: “nossa o cara é super fofo eu que sou louca e não dou valor para o homem que tenho e bla, bla…” Mas de fofo não tem nada, o cara não passa de um monstrinho egoísta.

Cuidado! Dentro do BDSM isso pode ser confundido com Dominação Psicológica. Existe uma grande diferença. Preste atenção em seus sentimentos, se você está se sentindo mal, se anda deprimida, confusa com algo. Se o Dominador te chama de doida, bipolar… isso pode ser – pode ser, não tenho certeza – um sinal de que ele não está muito preocupado com seus sentimentos. Quando você faz uma sessão com seu Dono, se o cara não for doido de pedra, ele vai te dar uma safe, uma senha para se falar quando você não estiver aguentando mais, em Dominação psicológica não existe uma safe, o que existe é o bom senso do Dominador. Então se não existir esse bom senso, é abuso.

Simples assim!


 

Sessões avulsas e companheiros de jogos

BDSM heart, I love bdsm

O pensamento que sempre tive quando estava comprometida com meu ex Dono era o seguinte: se eu tiver que entregar minha coleira por algum motivo, não irei procurar mais um Dominador e me deixar ser encoleirada. Eu já estava um pouco cansada de me dedicar, e da entrega absoluta de minha parte e não sentir o mesmo da parte DELE, era muito frustrante. Pelo menos nesse momento não quero ter uma relação que vá exigir de mim o máximo. Não que eu não goste disso, sou submissa e gosto de me entregar e de me dedicar, mas hoje eu preciso de um espaço para mim, para meus desejos, para meu prazer.

Assim as minhas preferências estão mais voltadas para sessões avulsas em festas e companheiros de jogos.

Não existe nenhum problema em ser uma submissa livre, não ter coleira. O que importa é o prazer, ser feliz, estar de bem com a vida. O que adianta estar com uma coleira e não conseguir ser feliz?

Pode ser – apenas um palpite – que dessa forma, experimentando e tendo possibilidade de conhecer várias pessoas, o sucesso seja mais garantido no final… ou não, vai saber!

Ter cuidado é essencial! Então se vai traçar esse caminho, conheça bem seus parceiros ou parceiras, converse muito, procure as afinidades. Não faça uma sessão a dois sem conhecer a pessoa – do tipo: conheci ontem no facebook e vou viajar no próximo final de semana para cidade dele(a) para fazer uma sessão hard. Vai ariscar? O que é diferente de quando você está em uma festa pública e quer fazer uma cena de shibari ou de spanking. Se é um local público é bem menos ariscado.

Tomando todos os cuidados, o importante é ser feliz e se realizar!

Muitas vezes a vida que a gente traça em nossa cabeça não é a mesma que acontece. Eu imaginava que ELE seria o meu companheiro, AQUELE que eu seguiria para o resto de minha vida – não foi.

Alemanha 7 X Brasil 1

Perdeu submissa!

Perdi nada!!!

O jogo só está começando!


 

Bela, Recatada e Do Lar

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Essa semana uma revista apresentou a esposa do nosso digníssimo Vice presidente Michel Temer, Marcela Temer, como bela, recatada e do lar. Não seria nada de mais se isso não tivesse sido colocado como uma regra. Foi uma colocação muito infeliz da revista, um retrocesso… Estamos nos começo do século 20? Ela tem todo direito de desejar um lar com um homem 40 anos mais velho que ela, entrar no jogo do poder. Talvez ela não tenha muito fetiche por sexo e sim pelo dinheiro! Problema dela! Mas por favor, não imponha isso como uma realidade de todas as mulheres.

Eu quero ser ser belas, mas não me imponha o modelo Marcela.

Eu quero ser safada! E em alguns momentos recatada porque é uma convenção social.

Adoro meu lar! E quem sabe um dia possa ter um homem para somar a esse lar. Mas não é uma prioridade em minha vida!

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Eu, menina bela e safada, fui em uma festa lá na Rua Aurora. Como sempre uma festa de família… Família da safadeza!

Fiquei muito feliz pela minha amiga que conseguiu se soltar e caiu de boca no prazer.

Eu tive uma companhia muito gostosa de um amigo. Foi a primeira vez que ele foi em uma festa swing, ficou um pouco tímido, mas nada que uns amassos na cabine e uma boa transa não tirasse um pouco de sua timidez. Mas depois eu fui fazer aquilo que me apetece! Uma bela FODA com vários. Levei uma surra de rola! Rolas de vários tamanhos e formatos. Adoro quando os caras me pegam com força e bomba até eu sentir aquela dorzinha no útero. Também gosto quando o amigo que me acompanha fica só observando…

Como havia escrito em outro post, eu fui com minha leg avenue, mas no final das contas tive que tira-la, pois os caras iriam rasga-la de tanta afobação. Acabei passando o resto da noite nua, somente com um lenço na cintura, esse que está ai em cima na foto, com a Marilyn Monroe.

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O show deve continuar!

Essa semana estive lendo alguns relatos que escrevi para meu antigo Mestre.

Eu escrevia relatos de 3 paginas todos os dias e eu guardei todos.

Hoje parece tão surreal! uma outra pessoa escrevia tudo aquilo, alguém um tanto quanto depressiva, angustiada, agressiva. Durante esses 3 anos, escrever foi a única forma de expressar meus sentimentos. As poucas vezes que conversei com outras pessoas, elas me diziam que havia algo errado. Mas eu não queria ouvir e nem acreditar, eu queria chegar a essa conclusão por mim mesma, sem influências externas, por esse motivo eu me fechei em um casulo e fiquei tentando entender o que se passava comigo. Eu também não queria jogar tudo para cima e perder uma pessoa que eu amava tanto. Eu estava decidida a aguentar TUDO. Eu aguentava a ausência dele, aguentava a falta de explicação do porque não podia frequentar o seu apartamento, já que morava sozinho. Tinha muitas dúvidas e eu queria soluciona-las.

Mas já passou! O que está feito… Está feito. O que posso fazer agora é aproveitar com essa minha experiência e carregar para vida todas as marcas que me foram deixadas.

Por não conseguir uma explicação razoável, dou um voto de confiança. Vou acreditar que tudo o que dizia e todas a suas atitudes eram parte de um jogo BDSM e não de um Freak Show bizarro e cruel.

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Eu e os oito! Uma história de gangbang

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Vamos falar de coisas boas hoje!

Vamos falar de tekpix!

Não!!!

Vamos falar de suruba.  Especificamente de gangbang!

Não foi a primeira vez que fiz um gangbang, mas foi a primeira vez que fui convidada especificamente para isso em um local específico e com convidados. Conheci o F através do site casais liberais e é ele que promove as festas na Rua Aurora. Entrei em contato com ele para saber o valor da entrada para a festa, trocamos whats e ele me convidou para o grupo de gangbang. As festinhas particulares acontecem no apartamento de F no centro de SP. Quando decidi que queria ir, me perguntaram o que queria fazer e o que não faria de forma alguma. Eu só exigi que usassem camisinha até para fazer sexo oral, sobre isso não voltaria atrás. Minha segurança e saúde vêm em primeiro lugar. Quando tudo estava acertado e todos concordaram com o que queria, marcamos um dia para ir.

Eu estava bastante ansiosa, não sabia o que me esperava e se ia gostar. Eu ficava pensando se não iria me arrepender. Mas enfim… Se eu não gostasse não iria mais. Sempre existe um risco, principalmente em se tratando de uma mulher com vários homens.

F e mais dois “gangs” foram me pegar no metrô e fomos para o apartamento. F me falou que tinha um casal o AP e me perguntou se havia algum problema para mim, respondi que não, estava tranquilo. F e um dos “gangs” iriam buscar cerveja e outro me acompanhou até o AP. Este eu já conhecia das festas no clube, não é o mais bonito do grupo, mas mandava muito bem na cama.

Entramos no apartamento e o casal estava na diversão a dois. Minutos depois fui conversar com eles, nos apresentamos e esperei os “gangs” chegarem para começar minha festa. Tomei banho em quanto isso e fiquei a vontade.

Tudo correu como eu queria: todos de camisinha.

Acho muito sexy quando uma mulher chupa um cara e é penetrada, me senti uma atriz pornô. Fui muito bem tratada e bem fodida pelos 8 “gangs”

Mas a maior novidade para mim foi fazer uma dupla penetração, como falei já havia feito gangbang antes, mas a DP ainda não. Eu não acreditava que iria conseguir, achava que iria doer muito, mas foi incrível! A sensação de ter dois homens dentro de mim foi incrível. Todos meus buracos foram devidamente preenchidos: minha boca, minha boceta e meu cuzinho! Todos de uma vez só!

Mas o mais bem tratado pelos “gangs” Foi meu cuzinho! Os caras acabaram com todas as minhas pregas. Adoro fazer sexo anal!

O mais importante dessa história foram meus sentimentos e eu me senti bem, satisfeita, voltei para minha casa feliz e contente! Não teve lágrimas e nem arrependimentos. Estar sobre o controle é muito bom, pois assim só faço o que me dar prazer!

hentai-my-gangbang-album-66-images-33 bcea0a1b0ac8695c1c8fe9cbfd78c912 Os Hentais e os filmes pornôs nos mostram mulheres transando sem preservativo. Isso não me representa!

minha segurança vem em primeiro lugar!

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Queria experimentar as camisinhas origamis! mas está difícil de achar.


 

Dialogos de liberdade e bissexualidade

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- E se fossem os a um swing, o que faríamos?

- Provavelmente não iríamos. Não gosto da ideia de vários homens com uma mulher, sou meio egoísta… e se fôssemos faríamos uma troca com outro casal.

- Isso já fiz, era muito chato. Nunca tinha sorte de ter um cara bom de cama então eu sempre me ferrava, a outra mulher se divertia com o Mestre. Mas Dominadores são muito possessivos.

- O que você gostava?

- De nada. Só ia porque sabia que seria o único momento que poderia encontra com o Mestre e então fazia tudo que ele queria (inclusive me magoar).

- Você era amiga de seu Dono?

- Não, uma relação assim não existe amizade e sim hierarquia e obediência restrita.

Pela primeira vez estou tendo oportunidade de realmente me conhecer e saber do que gosto e do que não gosto. Minha liberdade foi essencial para isso. Submissão é muito romântico, é muito idealizado. Pelo menos a minha submissão foi idealizada e romantizada ao extremo. Mas as coisas estão entrando no eixo, estou sabendo lidar com minha liberdade, fazer experimentações.

A primeira coisa que descobri sobre mim mesma: não sou bissexual. Para mim, bissexualidade é quando você sente atração por outra mulher e transa com ela, sente atração por homem e transa também. Tive essa certeza ao sair com um casal. A mulher queria que eu fizesse coisas eu não queria e me senti mal. Definitivamente chupar bocetas não é comigo.

Eu me convenci sobre minha falsa bissexualidade para agradar um homem. Isso foi bom para eu aprender a ser verdadeira comigo mesma.

 

“Vou me agarrar à minha liberdade

Pode não ser o que você quer de mim

É assim que tem que ser

Perdi o rosto e agora tenho que viver

(Tenho que viver, tenho que viver)”

Resgatando a vida!

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Meu sonho, meu grande sonho sempre foi fazer dança do ventre, este ano consegui realizar. Meu sonho, apesar de meu, era para agradar outro. Meu sonho estava ligado ao de ter alguém para dançar, para agradar, para seduzir. Eu não iria dançar para mim e sim para outro. Mas está tudo errado! Não é assim. Primeiro preciso dançar para mim, para meu desejo.

Nunca mais irei fazer algo pensando em outro, aprendi a ser egoísta.

002 004Dois anos atrás eu comprei uma Leg avenue, a super sex meia de corpo. Paguei caro, comprei em uma  sex shop, quase deixei meu rim por lá… E mais uma vez, não foi um dinheiro gasto para mim, foi para agradar alguém. E a pessoa nunca me viu vestida com ela e eu nem tive coragem de experimentar, ainda estava embalada dentro do papel de presente. Ficou assim até eu resolver que iria vestir para mim, para me agradar, para ser feliz! Véspera do próximo feriado terei uma festinha para ir, vou usa-la!

002corte 001corte“Bora viver para mim!”

Crônica do erro: Não era BDSM, era apenas AMOR.

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Eu vivia em dois mundos, agora vivo em três!

Tenho minha vida normal, minha família, meu trabalho e poucos amigos.

Entrei para o universo BDSM, depois que me separei de um relacionamento baunilha/fetichista – podolatra.

E agora estou Frequentando o mundo swinger.

Entrei nele através do BDSM. Convenci meu ex Dono de irmos e ele acabou gostando, mas para mim o jogo não foi muito bom e nem era para ser. Foi um período de “sorriso amarelo” ou uma falsa alegria? Não sei definir esse momento.

Então um belo dia… Resolvi entregar minha tão desejada coleira. Todos meus sonhos se diluíram, fiquei tão decepcionada! Mas eu tinha certeza de algumas coisas: não iria abandonar o BDSM. Eu não consigo mais me ver em um relacionamento baunilha – estilo passear de mãos dadas no shopping sem um plug no anus. Só que dessa vez eu sabia que não iria conseguir mais me amarrar em alguém, eu teria que vivenciar o BDSM como uma submissa livre. Assim, posso viver com mais liberdade e fazer coisas que tenho desejo de fazer.

Sou muito carnal, pele, suor… Gosto de sexo e gosto de orgias, gosto de prazer. Me tire isso e me tirará minha essência. E foi pensando justamente nisso que meu ex Dono me privou de sexo. Fazia parte do jogo psicológico, isso é uma prática BDSM normal. Dentro da dominação psicológica isso é comum. Não chegava a ser castidade forçada porque eu praticava sexo, mas como ELE queria, Quando ELE queria e com quem ELE queria. E principalmente… nunca com ELE. “Você não merece”, disse ELE uma vez. Mas eu nunca soube como merecer e saí da relação sem merecer ou saber. Alguns podem pensar que eu quero o caminho mais fácil. Por três anos eu tracei o caminho mais difícil, lutei, briguei, tentei ser merecedora. Mas eu perdi, e agora quero o caminho mais fácil mesmo. Falei: “Foda-se!” Cansei de BDSM sério e sem sexo. Fui pra galera!

Por esse motivo estou transitando entre mundos.

Ultimamente estou mais no swing, mas minha busca pelo prazer BDSM ainda continua.

Quando entrei pela primeira vez em um swing sem a sombra da Dominação, foi libertador. Nada orgástico apenas libertador. Entrei no corredor escuro e fiz tudo àquilo que não podia fazer e tudo àquilo que queria. Não tive orgasmos intensos, mas me senti livre. Livre para fazer e não gostar; fazer e gostar; não gostar e não voltar mais. Eu tinha escolhas e fiz as minhas. Eu não quero continuar sendo “aquela que realiza os desejos dos outros em detrimento aos meus desejos.” Eu fui muito ingênua em acreditar que um Mestre Dominador iria me compreender e realizar meus desejos, minhas fantasias. Eu confiei, entreguei essa função a Ele… Não deu certo, infelizmente.

A relação Mestre Dominador/submissa é muito parecida com uma terapia comportamental de estimulo-resposta: você faz algo negativo e recebe um estimulo negativo, faz algo positivo e recebe uma recompensa. Por isso essa relação não pode ser de mão única, os dois precisam ter prazer. A submissa está nas mãos de seu Dono, ele será o responsável pelo prazer dela ou pelo seu castigo. Isso deveria ser obvio para o Dominador, mas não é. O Dominador também precisa fazer o exercício de quebrar preconceitos, de superar seus próprios limites. Não leve tão a sério esse papo que somos “objetos de prazer”, que estamos aqui simplesmente para satisfazer ao Dono, que abrimos mão de nossos desejos. “meu desejo é o de meu Dono” – balela! Mentira! Não acredito mais nisso. Sabe qual seria minha maior recompensa? Seria entregar a meu Dono todos os meus orgasmos, aqueles orgasmos intensos e que sugam. Minha maior recompensa seria poder beijá-lo com intimidade.

Dizem que orgasmos são pequenas mortes, então eu morreria mil vezes em seus braços.

Mas acho que confundi um pouco as coisas, porque isso não é BDSM, é apenas AMOR.

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