Perguntas…

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“Sim e quantas vezes um homem deve olhar pra cima

Antes de conseguir ver o céu?

Sim e quantos ouvidos um homem deve ter

Pra poder conseguir ouvir as pessoas chorarem?

Sim e quantas mortes serão necessárias até ele saber

Que pessoas demais morreram?

A resposta, meu amigo, está soprando no vento

A resposta está soprando no vento.”

Blowin’ In The Wind

As respostas para minhas perguntas estão soprando no vento… Mas são respostas confusas. Nada é certo, nada que imagino é o que acontece. Vou terminar com tudo um dia, sem saber as respostas… Não sei ainda quando será o termino, ou se algum dia algo começou.

Será que ouve um começo?

As promessas foram ditas e jogadas aos ventos, estou tentando escutar o vento… Ele me trás respostas confusas. Às vezes me responde com outra pergunta.

Quando é que vai realmente ouvir meus lamentos?

Quando é que realmente vai entender meu sofrimento?

Quando é que vai olhar para mim e realmente me enxergar?

Lágrimas na chuva

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Coisa difícil viver com medo, não é?

É assim que vive um escravo.

Eu vi coisas…

Que vocês não acreditariam.

Naves de ataque ardendo ao longo de Orion.

Assisti raios C.. Cintilando na escuridão

Junto ao portão de tannhäuser.

Todos esses momentos vão se perder…

No tempo, como lágrimas na chuva.

Hora de morrer.

Roy Batty (Blade Runner)

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Sim, é difícil viver com medo. Principalmente quando se é escravo de uma coisas chamada “amor”.

É horrível viver no constante medo de que nunca mais volte; é massacrante viver com medo de que tudo que me diz não passe de uma grande mentira; é desgastante viver com medo de que um dia se canse da brincadeira cruel e como um verdadeiro lord sádico diga: irá doer mais em mim do que em você, mas terei que partir.

Amar é viver com medo.

Amar e medo poderiam ser sinônimos.

Mas eu sou um andróide replicante, lutando para viver um pouco mais para saber aonde tudo isso vai me levar. Queria ver meu final feliz antes que a chuva leve tudo e que as lembranças se apaguem.

Não quero morrer.

Mas não quero viver assim…

Mas sem você, o meu tempo acaba e eu terei de dizer:

Hora de morrer.

O casamento (parte 2) – Defesa Pessoal

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Às vezes ela tinha curiosidade em saber o que o marido faria se soubesse que ela o traia. Será que ele ficaria decepcionado, triste ou magoado? Ou talvez nem ligasse e continuaria a viver sua vida em seu mundo… Não me importo com o que você faz só me deixe em paz, diria ele.

Não me importo com você.

Não me importo com o que você faz.

Me deixe em paz, preciso trabalhar.

Tinha medo de dizer que iria embora. Ele poderia dizer: então vá eu não me importo.

Então ela ficava quieta, chorava no chuveiro para ele não perceber, sorria e se mostrava sempre feliz. Sempre estava bonita, com sua melhor langeri… Vai que ele a note, e a queira, e a deseje.

Pode ser que ele levante a cabeça para olhar para ela, que desligue o celular e feche o not bock e a ame como fazia antes.

Tinha que procurar algo para se distrair. Então descobriu que no bairro tinha uma nova academia, iria fazer aula de zumba. Está na moda, seria divertido e encontraria pessoas para conversar. Mas na academia também havia uma aula que ela achou mais interessante, principalmente quando viu o professor: um negro lindo quase dois metros de altura e muito músculo, tudo no lugar. Descobriu que ele era mestre em Krav Maga, uma arte marcial desenvolvida em Israel na década de 40. Foi conversar com o professor e saber mais sobre… Não que se interessasse por artes marciais, mas o homem era lindo. Ele com muita simpatia, explicou que seria ótimo para ela aprender defesa pessoal, e que seria um prazer ensiná-la.

Foi atração mutua…

Ela fazia a ultima aula da noite, com poucos alunos e sempre o esperava para sair. Ele se tornou seu confidente, amigo e por fim um delicioso amante. Nunca vai esquecer aquele beijo roubado no estacionamento, procurava ir a pé para ter uma desculpa para pedir carona… E do beijos para uma transa no banheiro da academia não demorou muito para acontecer.

Ele sabia exatamente como fazê-la gozar loucamente.

Por alguns meses esqueceu que não era feliz em seu casamento. Por alguns meses se sentiu desejada. Foram os melhores meses de sua vida.

O marido continuava indiferente, mas ela não se incomodou.

Alguns meses e transas maravilhosas depois o professor teve que ir embora. Ele ganhou uma bolsa de estudos nos EUA e iria partir. Mas ainda continuam amigos e mantêm contato pelas redes sociais da vida.

Talvez quando voltar se encontrem, ou talvez já tenha resolvido seu problema com o marido…

Mas o professor a incentivo continuar com as aulas de arte marcial, e ela também gostou e já está para ganhar sua primeira faixa.

Os amantes também continuaram, mas ai serão outras histórias.

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O Casamento

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tumblr_muxonuc8jn1qlcyfro1_Ela sabia que um dia o romance iria esfriar, já havia conversado com amigas casadas e todas diziam que o quinto ano de casamento era trágico, iria definir muitas coisas.

Não acreditava que isso iria acontecer tão cedo, talvez no décimo ano de casamento… Ou nunca!

Eles não tinham um casamento convencional.

Primeiro combinaram de não ter filhos, iriam atrapalhar os planos de viajem, perderiam a liberdade.

Combinaram que iriam fazer coisas novas e experimentar.

Foram em swing, transaram a três e a quatro.

Ela queria transar com dois homens, mas ele dizia não estar preparado para isso. Não achava justo, pois já tinham realizado todos os sonhos eróticos dele.

Na verdade tudo girava em torno dele, das vontades dele, dos desejos dele. O mundo girava em torno do seu umbigo. Mas ela não ligava e até gostava de satisfazer os caprichos dele. Havia lido na internet uma vez que isso era ser submissa. Uma coisa chamada BDSM. Também descobriu que era masoquista, gostava de apanhar na cama, de sofrer, de se sentir humilhada.

Sentia-se doente, era estranha, não se encaixava.

Leu História de O, se identificou. Era aquilo que ela era: Submissa.

Ela contou tudo ao marido, e ele prometeu que iria estudar sobre o assunto e iriam fazer coisas juntos.

Mas as coisas nunca vieram, ele nunca estudou e nunca a satisfazia.

Uma vez ela perguntou se realmente a desejava, e ele respondeu sem olhar em seus olhos concentrado no trabalho, que sim… Um marido sempre deseja sua esposa.

Talvez ele tenha respondido isso só para se livrar dela e continuar o trabalho…

Sempre o trabalho.

Nunca mais tiveram tempo para nada, e já completava seis meses que nem mais transavam.

Estava pensando seriamente em aceitar o convite de seu melhor amigo para sair. Às vezes ela pensa que fez uma escolha muito errada em sua vida e poderia ter ficado com esse seu amigo. Mas o marido havia encantado desde o primeiro dia que o viu. Forte, decidido e sabia controlá-la. Ele literalmente a deixava rastejando aos seus pés. Mas havia algo errado, ela não sabia explicar o que era.

Parou de se preocupar, foi tentar viver a vida…

Não iria pedir divorcio, queria saber até onde ele iria.

Enquanto isso foi se divertindo com alguns amantes esporádicos. Todos a desejavam ardentemente. Todos eles arrastariam um caminhão por causa dela. Mas em todos os homens que ela se deitava, ela só queria encontrar o marido, o homem que ela amava.

Ela não tinha coragem de ir embora.

Tinha medo de pedir para ele ir e ele atendesse ao pedido.

Tinha medo de ficar sem ele.

Ela era a cadela e ele o Dono. E a cadela não iria agüentar viver sem o Dono.

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Bondage

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Bondagista é aquele que imobiliza o outro parceiro(a) de formas mais simples até os mais elaborados métodos.

As mais complexas são as de origem japonesa –  o Shibari

A versão ocidental dá-se o nome de Bondage. Nessa técnica são usados os mais variados materiais: com cordas finas ou grossas, cadarços e outros materiais; imobilizações com fitas isolantes, papel filme, silver tape, outras fitas colantes; com algemas, prendedores, na Cruz de Santo André, na roda, em mecanismo medievais de madeira próprios,etc. As técnicas de privação de sentidos como vendas nos olhos ou capuzes, também são considerados bondage.

O Bondagista nem sempre é sádico Dominador, as vezes trabalha de forma exclusiva com o bondage sem envolvimento com a relação Dominação – submissão.

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Fin-Domme (Dominação Financeira)

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É o fetiche em que a pessoa (geralmente homens submissos) oferece dinheiro ou presentes a uma mulher dominante, sem nenhuma esperança de sexo. A simples sensação de ter alguém controlando financeiramente é uma prazer para o submisso.
É preciso ressaltar que um escravo financeiro ou Slave Money não é um amante rico, já que dentro do jogo BDSM não haverá uma troca, o sexo nesse caso não estará envolvido, o que excita o submisso é saber que uma mulher está lhe controlando e o prazer de dar presente e obedecer ordens é muito maior.
A motivação do escravo está em gastar dinheiro com sua Fin-Domme (financial dominatrix).
Talvez esse desejo venha de um sentimento de inadequação, já que o submisso se sente inferior… Mas isso é apenas uma dedução, e não uma verdade absoluta.
Uma Fin-Domme não implora dinheiro do escravo, não está ali para roubar o submisso coitadinho. Ela por si só, já é uma mulher independente e que não precisa do dinheiro do escravo, isso precisa estar bem claro já que faz parte do jogo de humilhação.
Ser uma Dominadora financeira não é uma prática fácil, existe uma linha muito tênue que separa o fetiche do abuso. Não seria interessante pedir cartões de credito, senhas de banco ou fazer chantagem… Isso é crime!
Mas se existe aqueles homens que se submetem ao jogo, é porque querem e sente prazer. Então, os submissos que não se encaixam nesse perfil, por favor não insultem as Fin-Dommes como já vi muitos fazendo por ai.

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Cronista

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Eu não sou escritora. Ou sou? Estou ainda tentando me definir.

Eu escrevo aquilo que vivo e sinto dentro do contexto BDSM.

Anne Rice não precisou encontrar vampiros para escrever romances sobre eles, e nenhuma escritora precisou encontrar o príncipe ou o Dominador encantado para escrever sobre uma tórrida noite de sessão e amor. Não estou dizendo isso porque não tenho auto-estima, ou porque me acho inferior a outras mulheres que escrevem contos super eróticos de molhar a calcinha. Eu gostaria de escrever assim também, não acredito em “dons especiais para alguma coisa”, penso que se eu treinasse bastante até conseguiria escrever algo bom.

Mas eu estou muito preocupada em fazer outras coisas, estou me dedicando para minha entrega como submissa e isso me consome muita energia.

Tem outro ponto também, gosto de escrever crônicas, sou mais cronista do que contista… Existe essa palavra? Contista?

Gosto de escrever assim, desta forma… Sobre o cotidiano, sobre o que penso e o que me faz feliz ou triste.

Uma amiga veio me perguntar por que não escrevo “fanfic” de alguma história futurista envolvendo erotismo, já que gosto de Star wars… Que preguiça! Inventar uma história, futurista, carros voadores, um clube BDSM onde você entra em uma cabine e tem sessões virtuais… ops! Facebook melhorado? Interessante isso.

Vou pensar sobre o assunto.

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Talvez Paolo Serpieri e sua belissíma Druuna pudessem me influenciar em histórias futuristas com sexo… Druuna transa com todo tipo de seres esquisitos. Essas histórias me chamam a atenção!

Star Wars

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Me apaixonei pela saga Star Wars em minha adolescência.

Hoje convido a todos para o lado negro da força, ou para ser um jedi!

Troopers também estão valendo…

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http://geekologie.com/2013/04/so-its-come-to-this-star-wars-inspired-b.php

Este foi o site de referencia para os brinquedos inspirados na saga Star Wars.

Willy Ronis

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Willy Ronis (1910 – 2009) é um dos nomes que figuram na história da fotografia mundial. As imagens do fotografo francês retratam de forma poética a vida cotidiana, na França e em outras partes do mundo onde viveu.

Entre 1939 e 1945, Ronis que era judeu se refugiou no sul da França e com a liberação do pais, participou do renascimento da impressa ilustrada e fez parte da primeira equipe fundadora da Agencia Rapho. Trabalhou em revistas de renome como Life e Vogue.

Aos 98 anos publicou o livro “Nues”, que retrata seus 56 anos de trabalho.

Faleceu em 2009 aos 99 anos.

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Foi por acaso… Estava procurando uma imagem que casasse com o poema de Mário quintana, foi que me deparei com essas belas imagens de Willys Ronis.

Foi a união perfeita…

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