Willy Ronis

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Willy Ronis (1910 – 2009) é um dos nomes que figuram na história da fotografia mundial. As imagens do fotografo francês retratam de forma poética a vida cotidiana, na França e em outras partes do mundo onde viveu.

Entre 1939 e 1945, Ronis que era judeu se refugiou no sul da França e com a liberação do pais, participou do renascimento da impressa ilustrada e fez parte da primeira equipe fundadora da Agencia Rapho. Trabalhou em revistas de renome como Life e Vogue.

Aos 98 anos publicou o livro “Nues”, que retrata seus 56 anos de trabalho.

Faleceu em 2009 aos 99 anos.

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Foi por acaso… Estava procurando uma imagem que casasse com o poema de Mário quintana, foi que me deparei com essas belas imagens de Willys Ronis.

Foi a união perfeita…

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Sonho adiado

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Eu também sou vítima de sonhos adiados, de esperanças dilaceradas, mas apesar disso, eu ainda tenho um sonho, porque a gente não pode desistir da vida.

Martin Luther King

Eu queria desistir da vida, mas a vida nunca desistiu de mim. Vou continuar sendo serva sem coleira. Vou continuar em silêncio.

Hoje acordei feliz, tão feliz que a felicidade caia de meus olhos em forma de gotas.

Fui tomar meu desjejum, e não existe algo mais saboroso e que me deixa feliz do que comer mamão com iogurte. Mas não é qualquer iogurte, é o novo Activia Greco! Misturar o mamão picadinho com o iogurte e comer, não existe nada melhor, nada mais saboroso. Precisos de momentos suaves assim, já que meu intestino sempre me lembra que sou masoquista. Ir ao banheiro é como fazer uma sessão de fisting, depois vem à sessão humilhação, pois tenho ir até a área de serviço e pegar aquele desentupidor enorme para desentalar o vaso sanitário.

Lembro que quando criança era 10 vezes mais gostoso (pior). Imagine uma criança de cinco anos fazendo fisting, essa era eu no vaso sanitário, eu gritava e chorava de dor. E para ajudar minha mãe me obrigava às vezes a enfiar uma ducha com água em mim (desde criancinha fazendo enema). Então como não ser feliz? Sempre tive a vida BDSM que sempre quis!

Voltando ao meu nascimento… Foi minha primeira experiência com asfixia. Demorei cinco dias para nascer, e minha mãe diz que eu estava totalmente roxa.

Depois aos oito meses de vida, tive minha primeira experiência com copofragia. Tirei o conteúdo da fralda e passei no berço, no rosto e ainda comi um pouquinho. Às vezes quando achava uma barata comia também, mas hoje tenho pavor de baratas.

Depois veio a fase das agulhas.

Eu tive infecção de amídalas e precisei tirá-las, mas até isso acontecer o médico que provavelmente era sádico me fez sofrer um pouco. Foram umas 100 agulhadas de algum remédio antibiótico e mais alguns tantos vidros de bactrin. Eu me lembro de tomar injeções todos os dias! E para não fazer escândalo, minha mãe me prometeu um brinquedo… Escolhi um boneco que virava e chorava vermelho com capuz que me acompanhou como fiel escudeiro por vários anos de minha vida de hospitais e agulhadas.

Não me recordo se foi antes ou depois de operar as amídalas que meus rins entraram em colapso e eu não conseguia andar.

Devido à baixa imunidade veio a fase das impinges. Mas elas não sumiam com uma simples pomada anti micótica, apenas um ácido sem ser diluído em água conseguia eliminá-las… Já pingaram ácido na pele? Dói muito.

Mas depois que operei, tive alguns momentos de felicidade. Pude tomar sorvete! Foi o melhor momento de minha vida, depois de tanto sofrimento tive a recompensa.

Mas não acabou por ai, pois veio a fase de privação de alimentos. Minha mãe grávida. A sopa de osso com fubá era uma delicia! E só tinha isso para come. Nem as baratas eu comia mais. Fiquei tão desnutrida que meus cabelos caíram.

Depois disso as coisas melhoraram um pouco, minha irmã nasceu… Saudável! Ainda bem.

Mudamos de cidade, a vida ficou um pouco melhor… Conheci um local chamado biblioteca e me refugiei nos livros.

Como não ser feliz né?

Sou tão feliz que a felicidade transborda de meus olhos em forma de gotas.

Hoje eu sou submissa, desde sempre masoquista.

E a noticia mais feliz que tive foi a de que ainda continuarei sendo uma serva sem coleira para me aperfeiçoar ainda mais em minha submissão. Foi uma notícia tão boa que não consegui deixar a felicidade dentro de mim e ela caiu de meus olhos em forma de gotas.

Mas para quem viveu BDSM desde que nasceu, continuar serva sem coleira não é nada. Fui serva sem coleira a minha vida toda! Apanhei e sofri. Essa noticia não pode me abalar…

Ainda continuarei lutando, em silêncio.

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Michel Foucault

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“Mostrar às pessoas que elas são muito mais livres do que pensam, que elas tomam por verdadeiro, por evidentes, certos temas fabricados em um momento particular da história, e que essa pretensa evidência pode ser criticada e destruída.”
(Michel Foucault)

30 ano atrás, morria na frança o filósofo Frances Michel Foucault.

O que Foucault me ensinou?

Cada época tem uma “tecnologia geral do indivíduo” particular de controle do corpo. Em nossa sociedade, o controle sobre o corpo é exercido de modo automático e silencioso. Desde o final do século XVIII, ela tem sido dominada por uma forma de controle que se denomina “disciplina”. Nos espaços institucionais, nós nos sentimos vigiados constantemente e essa presença molda nossos corpos e nossa subjetividade. Foucault mostrou que nós não nos tornamos sujeitos, hoje como um grego o fazia. A subjetividade é uma espécie de hábito ou exercício que adquirimos de acordo com certos expedientes que mudam historicamente.

Se a loucura, em nosso tempo, é uma doença e, por isso, deve ser tratada num hospital, em outra época, o louco já andou solto e, ao contrário, era visto como aquele, dentre todos os seres, que pertenciam à estrada, ao ar livre, e não ao confinamento do hospício.

Enfim, Foucault está sempre nos lembrando que podemos mudar como sujeitos, que não paramos de nos transformar; ele nos obriga a pensar, o que estamos fazendo de nós mesmos?

O que estou fazendo de mim mesma? Eu estou em constante transformação, em constante reflexão de “quem sou eu e qual é minha subjetividade”.

Todos os dias é uma luta constante para tentar compreender qual o sentido de minha existência nesse mundo.

 Principais obras:

História da loucura na Idade Clássica (1961)

Vigiar e Punir (1975)

História da Sexualidade (1976)

Obra pesquisada para escrever essa crônica:

Sociologia e Educação, de Alonso Bezerra de Carvalho e Wilton Carlos Lima da Silva. Editora Avercamp.


 

Eu choro… Mas no final sempre me divirto, rindo de mim mesma!

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Eu fui educada em um ambiente bastante ambíguo e hipócrita. Mas isso não foi privilégio somente meu, somos todas frutos dessa sociedade que nos mostrou que deveríamos ser “mulheres vencedoras e bem empregadas”, porém deveríamos nos dar ao respeito porque os homens iriam até tolerar sermos bem sucedidas… Mas deveríamos preservar nossa virgindade para ter um bom casamento.

Após 40 anos de vida, ainda luto para me desvincular desse paradigma em que fui criada. Luto com essa mulherzinha que tem dentro de mim, que ainda está vinculada a procura do amor perfeito e verdadeiro do casamento.

Mesmo sendo praticante do BDSM e de ter entrado no mundo liberal do swing, o fantasma dessa imposição social ainda me assombra. Toda vez que tenho que usar aquela aliança de camelô para fingir ser casada dentro do ambiente de swing, é uma facada em meu coração – sou moeda de troca. Sei que isso faz parte do jogo BDSM que foi acordado entre mim e meu Mestre, e até deve ser prazeroso para ele me ver nesse impasse, mas não posso negar que machuca muito.

Eu acredito na união entre duas pessoas. Acredito tanto nessa união, que estou lutando há dois anos por um relacionamento BDSM. Estou lutando novamente para ser feliz e ao mesmo tempo caindo em contradição e me deixando levar pela frustração de não ter tido relacionamentos bem sucedidos. Eu pensava que esse relacionamento BDSM fosse a chave para ser feliz, que seria um contrato amoroso bem diferente dos outros, que finalmente eu teria encontrado o pote de ouro no final do arco-íris. Mas não existem potes de ouro no final de arco-íris.

O meu objeto de desejo mudou, mas o foco ainda é o mesmo: A busca pelo amor verdadeiro. Mas lembra que eu disse no começo? Que os homens até tolerariam mulheres bem sucedidas, mas não as promiscuas… Então algo fica no ar: sou liberal de mais para encontrar o amor verdadeiro, esse amor só está predestinado para as mulherzinhas… Para mim, apenas os prazer da carne.

Eu deveria ficar feliz por isso?

Sim!

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Credito dos filmes:

Gremlins, Joe Dante - 1984

O Iluminado,  Stanley Kubrick – 1980

Psicose, Alfred Hitchcock – 1960

A imagem do casal eu não sei a que filme se refere… Quem souber deixe recado no comentário.