Você gosta de si mesma?

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Lucy van Pelt

Às vezes demora muito para cair a ficha do empoderamento. Mas não é tarde.

Dá a impressão que estou recebendo meu diploma de PHD em ser trouxa, ai eu para e fico me observando. Olho-me ao espelho e me pergunto: Você gosta de si mesma?

Você sai as compras e paga caro no lingerie que nunca vai usar, uma leg avenue que vai ficar encalhada no guarda roupas, uma sandália de salto que você nunca compraria. Acessórios, óleos de massagem, vela aromática – que já venceu. E tudo isso para que?

Ele gosta de Mim?

Pode ser que sim.

Pode ser que não.

Não sei responder essa pergunta.

A única coisa que tenho certeza é que eu gosto de mim e me amo. Hoje eu penso mais em mim, consigo ser mais egoísta – no bom sentido, se é que existe bom sentido para isso! Mas hoje eu consigo ser uma pessoa mais tranquila, estou deixando as coisas que me machucam de lado, minha felicidade é mais importante.

A vida não é justa!

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Quando as portas do incrível mundo BDSM foram abertas para mim, achei que coisas incríveis iriam acontecer… E naquela época nem tinha 50 tons de cinza. Ai eu descobri que no BDSM o “Nada” pode acontecer:

Nada de sessões.

Nada de sexo.

Nada de nada.

Esse é o verdadeiro BDSM! Deveria se chamar BDSNada!

Jim-OH

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Mas talvez tenha alguma esperança, o BDSNada pode virar BDSTudo então partimos para o abraço, ou melhor tapas. Eu ouvi uma amém?

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Desapego – Uma lição para vida!

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Eu aprendi a arte do desapego. É uma arte muito importante para vida, e aprendemos com o passar dos anos. Desapegar-se não é a arte de pessoas fria e calculistas, apesar de trazer um entendimento de frieza e egoísmo. Não me tornei uma mulher fria e sem sentimentos. Mas foi por possuir muitos sentimentos é que precisei aprender a arte do desapego – foi importante para manter minha vida!

Desapego é uma arte, e tem algumas regras para poder aprecia-la:

1° – É preciso ter consciência que você é responsável pela sua vida. Para ser feliz não é necessário encontrar o parceiro ideal. Digo isso porque muitas pessoas focam suas vidas nesse “encontro”… Passei minha vida toda tentando encontrar meu parceiro ideal, o homem de minha vida, uma pessoa que compactuasse comigo dos desejos mais insanos. Não encontrei. É uma busca que pode se tornar amarga, e você vai se sentir só, com a sensação de abandono, e o pior de tudo culpando a outra pessoa por esse fracasso. O outro não é culpado pelas suas fantasias e desejos, o mundo que você constrói em sua mente é só seu. Então cultive sua própria felicidade, faça planos que só dependam de você para realizar – se no meio do caminho aparecer alguém, boa! Não deixe nas mãos do outro o que é responsabilidade sua – ser feliz!

2° – Viver o presente, libertar-se das coisas ruins do passado. O único momento que vivemos é o presente! Quero ser feliz hoje, e para isso não posso esperar para que alguém me faça feliz, não posso viver presa ao passado apedrejando aquele que me fez sofrer.

3° – Não assuma a responsabilidade pela vida dos outros e nem permita que façam isso com você. Ser livre é importante e deixar os outros livres para assumir as consequência dos seus próprios atos.

4° – Saber enfrentar as perdas… Nada é eterno. Um dia o amor acaba, os filhos crescem, amigos vão embora, pessoas que você ama morrem.

Não é fácil aprender a colocar essa arte em prática, mas eu aprendi que preciso aprender a conviver comigo mesma e coloca em prática meus sonhos pessoais, sem incluir fantasias amorosas e mirabolantes, eu vou conquistar o mundo! Uma pessoa bem sucedida não coloca em primeiro lugar o sonhos dos outros, coloca os seus e suas realizações – definitivamente é uma egoísta e sabe muito bem como praticar o desapego.

Mas tudo isso não significa que não poderá criar laços afetivos, ele são importantes para nosso crescimento pessoal – lembrando que o protagonista da história é você mesmo.

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Todos os dias digo adeus para algo… Nada é eterno.

Compromisso e promessas não cumpridas.

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Existe relacionamentos descompromissados?

Geralmente quando visualizamos um relacionamento assim, visualizamos aquela garota legal, que bebe cerveja, assiste o futebol, gosta de jogar vídeo game… Dentro do BDSM é aquela submissa que compreende que o Dono é casado, não cobra sua presença, não cobra nada, não reclama nem quando está no vácuo morrendo por falta de oxigênio.

Então, essa é a mulher/garota/submissa dos sonhos de qualquer homem.

No começo é fácil, você pensa: “não quero envolvimento”. Você tenta ser legal, compreender o quanto ele trabalha e não pode ficar com você… ai quando você começa e se questionar sobre isso, ai então vem a culpa.

“poxa, como posso ser tão chata! Sou tão egoísta!”

Mas compromissos de verdade requerem um certo grau de envolvimento. Não dá para construir um relacionamento – Baunilha ou BDSM – sem o compromisso dos dois.

Não existe comprometimento nenhum quando você sente que não tem diferença nenhum em sua vida, com o sem a pessoa. Não existe comprometimento quando você sente que a pessoa só te usa para preencher lacunas.

E mais uma vez eu me sinto culpada por escrever isso… “poxa eu sou tão chata! Estou sendo injusta!” Mas lá no fundo não queremos compreender nada, queremos sentir que somos importantes para alguém, que se faz parte da vida e não apenas uma peça avulsa.

velas-orixasPor isso, apesar de me sentir culpada, vou sempre cobrar seu comprometimento. Vou cobrar o que me prometeu… Lembra?

 

Espera

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Existe algo mais chato e monótono do que ficar esperando?

É chato, monótono e angustiante.

Não estou falando sobre esperar ajoelhada em um canto do motel o “Dono” te chamar para que você, doce submissa, vá rastejando até seus pés. Estou falando de esperar mesmo – um ano, dois anos três anos… Para ter? Não sei, não faço menor ideia do que terei. Ou se terei. Talvez eu espere para saber apenas que sou uma grade farsa. Ou uma boa submissa. Ou uma grade otária.

Aguardem os novos capítulos da saga “A doce submissa – nem tanto – que esperava não sei o que.”

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Mas a gente sabe esperar…

Ou não…