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Ela estava na rua, tinha ido a faculdade assistir a uma palestra. Parou na faixa de pedestre esperando o sinal abrir para ela. Estava com um vestido vaporoso, amarelo que contratava com sua pele morena e bronzeada… Dava até para ver as marquinhas da parte de cima do biquíni. Estava bem à vontade, estava calor… A rasteirinha bege completava o visual. No rosto somente um batom rosa e o lápis delineando os olhos castanhos cor de mel.

Ao seu lado, ele parou, a olhou de cima a baixo…ela sentiu os olhares sorriu, ficou vermelha. Os olhos deles eram gulosos, a deixava sem jeito, ele foi ousado e resolveu dizer: “Você é linda, sabia?” ela congelou, olhou novamente para o homem, não sabia o que dizer, apenas riu alto e ficou mais envergonhada ainda. Quando o sinal abriu para os dois passarem, ele a acompanhou, não ia naquela direção, mas na atual situação resolveu não perder oportunidade. Ela fingia que não estava ligando, mas no fundo estava adorando e perguntou: “vai me seguir?” e ele: “vou sim, vamos tomar alguma coisa?” ela se assustou, olhou para o homem de rosto atraente, não muito bonito, mas charmoso. Se ela colocasse um salto bem alto ele ficaria uns centímetros mais baixo que ela. Agora ela prestou mais atenção, e parecia ser um homem delicioso.

Eles foram andando e a conversa já estava bem animada, ela é engraçada e de riso fácil, tem sempre algo voluntarioso na ponta da língua, aguçada e astuta. Cada minuto ele ficava mais atraído por aquela mulher, nunca tinha abordado ninguém assim, mas diante das circunstâncias não resistiu.

Ele insistiu mais uma vez para que fossem tomar alguma coisa… enfim ela aceitou. Ela indicou um barzinho próximo da faculdade, gostava de ir lá, tinha um cerveja boa de trigo, mas dessa vez não iria beber estava com a pressão um pouco alta. Ele falou que não bebia álcool também, então resolveram de comum acordo tomar uma coca cola bem gelada.

Entraram no bar e pediram a coca cola com gelo e limão. A conversa foi fluindo, descobriram que tinham muitas coisas em comum: música, cinema, teatro…ele até gostava de musicais!

A cada momento os dois ficavam mais curiosos e atraídos um pelo outro. Ela, por um momento, até se esqueceu que não era como as outras mulheres, que não gostava de coisas simples, que vivia em um mundo paralelo e que poucas pessoas sabiam disso, era uma submissa uma cadela e tinha Dono. Mas o celular vibrou e aquela mensagem a fez lembrar quem era e a quem pertencia. Seu Dono, nunca lhe mandava mensagens, poucas vezes tinha ligado, mas sempre se falavam pelo skype ou pelo MSN. Mas aquele dia mandou uma mensagem: “O que está aprontando, Cadelinha?” ficou assustada, olhou para os lados a procura Dele, logicamente ele não estava ali, mas estava em um local que seria difícil arrancar: em sua alma.

Ele não percebeu o terror em seu rosto, estava muito excitado, então pediu para que ela fosse ao banheiro e tirasse a calcinha e lhe desse de presente. Esse pedido a fez cair em si, lembrou que não usava mais calcinha a um bom tempo, desde que se tornou de seu Dono há um mês. Quase falou que não usava, pois o Dono não permitia, mas lembrou que iria ter que dar muitas explicações… Simplesmente falou não. Ele pediu desculpas e disse que tinha sido muito ousado pedindo aqui a ela, realmente nunca tinha feito aquilo. Ela despertava nele desejos que nunca tinha tido antes, queria levá-la para algum lugar e transar com ela a tarde toda…

Outra mensagem do Dono, a fez levantar e se despedir do homem atraente… Precisava ir embora, não podia deixar aquilo se estender por mais tempo. Antes de saírem ele deixou seu cartão, e disse para ela ligar, quase implorou. Ela saiu com o cartão nas mãos, olhando.

Ela tinha escolhido um caminho, não era fácil. Ele a permitiria ter outros relacionamentos, mas ela não queria e tinham conversado sobre isso. Ela não conseguia se dividir, iria se dedicar ao Dono completamente, iria se entregar completamente… Seu corpo e sua alma eram dele, não havia espaço para outros em sua vida.

Agora ficou imaginando o que teria feito se não tivesse recebido a mensagem… Riu sozinha, alto. As pessoas a olhavam sem entender, mas ela não estava nem ai. Jogou o cartão com o telefone do homem atraente que nunca mais veria no lixo, e pensou em sugerir um cinto de castidade ao Dono de sua vida, seu corpo e sua alma.