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Hoje eu sou mais crônica do que poesia.

A própria vida é formada de pequenas crônicas a serem vividas.

Poesia é para apaixonados.

Crônicas para os realistas – o que não significa falta de sentimentos.

E eu não estou falando de romantismo. Romantismo tem mais haver com tuberculose.

Poeticamente poderia florear como estou aqui agora, mas a crônica me impede!

Eu estou sentada em uma cama por fazer, com um vestido – que hoje está velho – e foi comprado em uma rua com nome de um judeu importante em uma loja de coreanos. Estou escrevendo em um caderno com a foto de capa do Justin Bieber que minha sobrinha deixou por aqui, e meu cabelo lambuzado de óleo para ser lavado em um maravilhoso tanque de água fresquinha.

Romântico não é mesmo? Só faltou a tuberculose.

Crônica é isso, ou eu penso que é…

Coitado de você leitor, depois dessa minha descrição vai querer furar os olhos. Mas pensem bem: eu poderia escrever mais um poema, exalando amor e dor, daquele tipo que iria lhe arrancar uma lágrima de tão ruim que é. Mas não, eu estou aqui escrevendo essa crônica, tentando ser engraçadinha, mas bem lá no fundo bastante ordinária.

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