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Essa história de ficar fazendo e refazendo blog até que é interessante. Vou explicar: Ler postagens antigas e refletir ou dar risada. Porque as coisas mudam muito e ainda bem que está sendo para melhor. Não estou mais surtando. Ainda não tenho coleira, mas continuo com o Dono. Não sei quando receberei minha coleira, mas não estou preocupada. ainda continuo um pouco teimosa… Estou melhorando. Enfim… assim eu estava à alguns meses atrás:

Dia 26 de julho completaremos um ano juntos. Não foi um ano fácil, derramei muitas lágrimas, fiquei muito triste… Deprimida e por fim entrei em crise e comecei a ter dúvidas. Duvidei da seriedade Dele, duvidei de suas palavras, achei que mentia para mim. Comecei a ficar chata e ansiosa. Comecei a duvidar de mim mesma e de minha capacidade, perdi minha auto estima. Tento passar uma imagem positiva sempre, mas por trás existe um rio de lágrimas.

No começo eu estava eufórica! Estava muito confiante. Era o Dono que sonhei. Mas existe uma diferença muito gritante entre o que se espera (as expectativas), do que é real. Para mim Dominação está ligada a dor masoquista da carne. Então muitas vezes é necessário que esteja em um quarto de motel e envolveria bandage e spanking; plugs e gagballs e depois sexo. Mas não existe uma cartilha, muito menos um único jeito de se fazer BDSM. Descobri que existe uma forma de fazer BDSM sem envolver nada disso com Dominação psicológica.

Não existe nenhuma necessidade Dele tocar em mim para me torturar, e essa é a maior tortura – não me tocar.

Comecei a ficar insegura e com medo dele. “Ele está me enganando”. Entrei em crise, pedi para terminar, depois pedi para sair com outros… Já que ele não me desejava mesmo eu pensava. Logicamente ele não deixou e disse que nessa fase eu não poderia ter outros relacionamentos e se tivesse algum um dia seria com outra mulher, mas não sou lésbica. Outro momento de crise: Minha tarefa. Consegui uma garota para fazer o ménage. Estava tudo marcado para acontecer e Ele adoeceu. Foi tudo por água abaixo, logo depois a garota (submissa) encontrou um Dono e me falou que não poderia me ajudar mais. Voltei a correr atrás, mas nada deu certo. Surtei mais uma vez…

Eu sou muito pele, carne, toques e beijos e estou privada de tudo isso, não é fácil viver dessa maneira. Seria simples eu resolver isso usando da má fé. Ele e eu não moramos na mesma cidade, ter um relacionamento por fora seria bem fácil. Provavelmente isso ajudaria a superar os momentos de crise, não seria tão chata, Ele não precisaria se preocupar comigo e eu seria a submissa perfeita – não questionaria e não sutaria tantas vezes.

Mas eu não sou perfeita!

Quando revelei esse fato me perguntaram: “mas você sai com outros, né?”. “Não, eu não saio”. Isso é motivo de piada, eu sou uma piada!

Não que eu não sinta vontade de traí-lo ou simplesmente deixa-lo por uma “oferta” aparentemente melhor. Ofertas eu tive muitas e desejos maiores ainda, mas sempre procurei me posicionar de forma correta e nunca fazer nada que o magoasse. Talvez ele termine comigo, me dispense por causa de meus surtos ou por não cumprir minha tarefa, mas nunca por traição.

Nesse domingo nos encontramos e fomos ao shopping. Ele precisava comprar um presente e eu só precisava de um abraço, um beijo e um “vai ficar tudo bem”. Mas não foi isso que tive. Ele estava com presa… “Fale logo o que você quer cadelinha, meu tempo é precioso”; “você é bipolar”; “queria fazer water bandage em você e te esquecer na banheira”; sabe porque não tem coleira ainda? Primeiro você não cumpriu sua tarefa e um dia você está bem outra você não está, você é louca!”. Fui embora pior do que cheguei. O ponto positivo é que percebi que devo mudar, não posso ser tão impulsiva e devo engolir minha tristeza. Descobri o que é Dominação psicológica e sei que ele não é casado.

Ser submissa, agüentar toda essa pressão psicológica, não receber demonstrações de afeto, não ter sexo e nem apanhar, e mesmo assim ter que acordar “Linda”, não é fácil!

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