Comecei 2017 focada em viver o meu fetichismo de forma plena. Eu só não sabia se iria ter um parceiro fixo ou iria fazer sessões avulsas. Eu prefiro me colocar como fetichista do que como BDSMer porque eu não sou purista, eu não vivo o BDSM de forma plena como dita a regra, não sou litúrgica. Eu adoro alguns aspectos da liturgia ou código de conduta, mas penso que levar isso pra vida é muito difícil. Eu admiro que o faz. Ser fetichista é bem mais simples!

Para começo de conversa eu nem sou submissa. Vou explicar: eu não me interesso muito pela servidão, meu prazer não estar em servir, meu prazer não é focado no prazer do outro e sim do meu. Eu gosto de ver o sádico se deliciando com minha dor, mas isso porque me dá prazer e não porque eu me importe com o outro. Eu quero viver o meu fetiche, eu quero me deliciar em minha dor, em meu prazer. Você pode me dar isso? Eu sou masoquista e prefiro ter uma relação S/m.

Mas eu também gosto da parte erótica que foge do contexto BDSM litúrgico. Ao pé da letra, um Top não tocaria e nem deixaria ser tocado pelo bottom. Eu gosto de toque! Apesar que eu descobri que não preciso ser penetrada para ter orgasmos, as vezes um olhar de desejo e um leve toque em meu corpo marcado já desencadeia uma onda de prazer enlouquecedor!

Mas e as sessões? Já que você não é submissa, você é desobediente? quer mandar? Lógico que não! Eu sou uma bottom eu obedeço ordens e comandos. Nas sessões eu sou muito obediente. Lógico que uma manipuladinha e sempre gostoso para saber até onde podemos ir.

Essa sou eu.

Gosto de levar umas boas chicotadas! Gosto do prazer da dor… Gosto de sentir o teu olhar de desejo, gosto da tua mão estalando em meu rosto e daquelas palavras que só nós dois podemos saber.