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Cheguei ao aeroporto na madrugada de domingo, e logo o Dono veio me pegar. Não tinha dado nada certo, mais uma vez…  É até engraçado como os percalços da vida estavam nos atrapalhando. Ele como sempre estava simples e elegante e eu com um vestido de manga morcego curto estilo anos 80. Usei uma maquiagem um pouco mais forte para noite, sombra preta com gliter e batom fúxia.

Por ele eu faço loucuras e ontem foi uma dessas noites totalmente alucinantes!

Éramos para ter realizado a tarefa: o ménage a troa com uma amiga, porém alguns problemas no trabalho do Dono nos fizeram adiar mais uma vez. Eu estava muito empolgada e ainda estou e agora realizar essa tarefa é uma questão de honra!

Mandei um e-mail para o Dono dizendo que seria melhor deixar para outro dia atarefa, pois não queria que minha amiga viesse correndo para SP, pois sendo nossa convidada deveria ter todo o conforto. Assim propus de nos encontrar para sair. Como ele estava a quase 48hs sem dormir, disse-me também por e-mail que iria dar a resposta até às 18hs do sábado. Logo que ele me respondeu que iríamos nos ver, fiquei super feliz e comecei a me arrumar. Já havia escolhido a roupa e a maquiagem, então logo me aprontei e saí. Estava chovendo muito, e já estava ficando tarde. Quando cheguei ao terminal de ônibus, e comprei as passagens para SP é que me dei conta de como já estava tarde… Era o último ônibus para SP! Comecei a ficar assustada. Embarquei para SP às 10hs e 20 e iria chegar à SP por volta das 11hs e 30. Peguei o celular e entrei no face, procurei uma amiga que mora em SP e perguntei a ela até que horas teria ônibus e ela respondeu: 12hs. Mandei um SMS para o Dono dizendo que chegaria muito tarde, e então ele me falou que se não houvesse ônibus eu deveria voltar para casa. Respondi que não iria voltar de forma nenhuma e que iria pegar um táxi, mesmo sendo caro. E foi exatamente o que fiz. Não havia chego até ali para voltar para trás, não sou do tipo que desiste com facilidade das coisas, E se fosse para isso acontecer, eu nem teria ido.

A visão Dele me inebria, fico tonta… Não iria perder oportunidade de vê-lo e de ficar perto. Tivemos poucas oportunidades de nos vermos nesses últimos meses, tudo por conta do trabalho.

Confesso que não é fácil, ficar tanto tempo distante. Ser submissa não é uma tarefa simples, quando se tem o Dono sempre por perto é bem tranqüilo, mas quando ele se ausenta por um período de tempo, é nesse momento que você realmente prova seu grau de submissão. Em outro momento talvez eu tivesse desistido, mas quando penso Nele eu percebo o quanto vale a pena me sacrificar e lutar.

Entrei no carro ele me deu um selinho, como sempre faz e me chamou do jeito que mais gosto e que somente Ele sabe fazer: “Como vai cadelinha?”. Pode ser uma coisa boba, mas quando Ele fala cadelinha… Eu me arrepio toda.

Durante o trajeto, fui me arrumando… Tirei a calça leg no qual estava, e troquei o sapato por uma sandália de salto que o Dono gosta. Ele me falou que não era um dia bom para uma sessão, e realmente estava visível o seu cansaço e desgaste. Dava para perceber que estava fazendo um grande esforço para estar ali, e eu fiquei muito agradecida por isso, e o que ele quisesse fazer estaria ótimo para mim.

Fomos novamente a uma balada liberal. Primeiro entramos na Vogue, mas estava bem chato resolvemos sair de lá, então fomos para a segunda opção que era a Enigma no qual já conhecíamos. Mas, não sei se por conta do tempo chuvoso as pessoas resolveram não sair de casa e a casa estava pouco movimentada e depois os casais não estavam muito a fim de interagir, queriam mais se exibir.

Ficamos ali andando pelos corredores da parte traseira do club, depois ficamos um pouco na parte da frente, eu tomei uma coca cola e o Dono água mineral. Naquela noite teria show de dois streepers, um homem e uma mulher. O homem foi o primeiro, veio fantasiado de médico. Nunca tinha visto um show assim, somente pela TV. Depois entrou a mulher, vestida de bruxa, com uma mascara e quando tirou era uma princesa…

Terminando o show voltamos a ficar na parte de trás do club, que era onde nos interessava. Mas, percebi que tinha poucos casais experientes, tinham muitos curiosos apenas.

Existem várias cabines nesse local, pode acender a luz para que os de fora vejam ou escurecer dependendo do gosto do casal. Tem dois quartos para sexo grupal e um corredor escuro, totalmente… Você passa e mãos passam em você.

Estava já ficando frustrada de sair dali sem fazer nada! Logo teríamos que ir embora… Fiquei de olho nos casais e logo no final da madrugada, consegui um casal que estava afim. Eles estavam no vidro de uma cabine, eles observavam um casal que estava lá dentro, me aproximei dela e perguntei se poderia passar as mãos nela, ela disse que sim. Logo o acompanhante dela, marido ou namorado nos chamou para uma das cabines. Entramos e dali para frente tudo aconteceu…

O sexo com o outro homem não foi lá grande coisa, até que o Dono mandou que ele fizesse sexo anal em mim, ai melhorou um pouco e esquentou mais quando a mulher começou a me chupar também.

Cada vez que tenho uma experiência dessa eu mais tenho certeza que é do BDSM que gosto. Essas idas a casas de swing ou baladas liberais acabam se tornando mais um castigo do que um momento de prazer.

Ainda estou tentando descobrir qual a sensação que tive, mas acho que não foi boa, foi mais estranho do que da primeira vez. Pode ser que da primeira nós interagimos mais com o outro casal, tivemos um papo agradável antes de começar e dessa vez não… Foi tão vazio, algo sem sentido, animalesco.

Sei que nem todas as experiências são boas, mas todas são válidas, mesmo as mais vazias e sem sentido.

As rosas podem ser belas, mas seus espinhos machucam.

O Dono disse que não pretendia realizar uma sessão, mas realizou sim a mais torturante das sessões para mim: o de tortura psicológica.