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Sua coleira dependia disso: realizar uma tarefa.

Precisava arranjar uma mulher para ter uma experiência bi. Começou sua tarefa procurando pessoas de seus contatos na rede social, as que topavam eram de muito longe, e outras próximas já tinham Dono ou não topariam fazer de forma nenhuma. Tentou fazer um outro perfil como casada, porém devido às fotos ousadas que colocou acabou perdendo-o dias depois. Começou a ficar incomodada. O Mestre poderia achar que ela não estava se dedicando como deveria o que não era verdade, pois estava muito empenhada. Entrou em um chat lesbo, mas a maioria era homem querendo um transa virtual.

Começou a ficar preocupada, ainda mais sabendo que sua coleira dependia dessa tarefa. Só ela sabia o quanto queria ser dele, e não iria desistir iria lutar muito para ter a coleira de seu Mestre.

Conversando com o Dono sobre o assunto, ele tocou no assunto “Clube de Swing”… Para completar a tarefa algumas regras deveriam ser respeitadas, não poderia ser garota de programa! Mas poderia ser baunilha… Não interessa como faria, só não poderia pagar para ter.

Ele não queria nada fácil, a cadelinha teria que sofrer um pouco…

Procurou na internet por casas de swing, e achou uma que tinha até classificados. Cadastrou-se e colocou um anuncio, algumas pessoas responderam, para variar homens… Pegou o MSN de algumas mulheres e casais que queriam fazer bi feminino sem troca. Começou a ficar contente, estava a um passo de realizar sua tarefa…

Mesmo assim estava difícil de conversar com as mulheres, até que ficou com raiva e deletou todas de seu MSN. Deixam o contato, mas não conversam! Não se conformava.

Até que conheceu um casal, que tinha objetivos parecidos com o do Mestre: bi feminino sem troca de casais. Ficou bastante empolgada, só ficou com receio do Mestre não aceitar, mas ela explicou que não haveria troca de casais. Outra regra que deveria seguir: nada de troca, ele não a emprestaria para ninguém! Ela adorava o sentimento de posse que ele tinha sobre ela, a deixava excitada, louca de desejo por ele.

Mas sua felicidade durou pouco, pois ele falou que a tarefa não iria ser realizada nesse dia, a tarefa era: encontrar uma mulher. E ainda disse que ela estava tentando trapacear… Não argumentou muito, só iria piorar as coisas engoliu a seco o “trapaceira”, já tinha sido chamada de coisas muito piores. Aquela noite foi deitar em frangalhos, começou a duvidar de sua inteligência e capacidade, começou a duvidar de tudo… Só lhe restava duas coisas: Chorar um pouco e buscar forças de seu interior para continuar, então chorou, respirou fundo e dormiu, no outro dia iria acordar um pouco melhor. Não acordou muito bem, estava com dor de cabeça, mas tinha acordado mais consciente: era uma escrava, e escravas não tem desejos… Elas obedecem apenas. Seus desejos são o de agradar ao Dono, e talvez ela não esteja fazendo isso tão bem… Não estava agradando.

Ficou mais arrasada ainda, destruída! Não agüentava imaginar que estava desagradando ao Dono, preferia cortar os pulsos.

Enfim chegou o dia de encontrar com seu Mestre. Para ocasião comprou um vestido preto curto com renda e sem decote profundo, bem discreto. Não gostava de vestidos ou roupas vulgares, preferia uma sensualidade elegante. Mandou fotos do vestido para ele, esperando a aprovação, ela até pensou que ele não iria gostar, mas para sua surpresa… Adorou!

Naquela noite iria usar sua sandália de salto 15 que havia comprado há um tempo atrás… Brincos dourados grandes e maquiagem discreta, a pedido do Dono.

Como iria para São Paulo de trem, não foi com o vestido, usou um macacão de malha bege de frente única e salto baixo. Ele iria pega-la no aeroporto de Congonhas depois que saísse do trabalho. Ela saiu de sua casa no interior às 7hs, pegou o trem desceu na estação Barra funda e fez o caminho até chegar ao metrô São Judas e de lá pegou um ônibus até o aeroporto e ficou aguardando.

Ele a pegou às 11hs e 30 minutos no aeroporto, ela devidamente vestida (usou o banheiro do aeroporto para se trocar).

Estava radiante, mesmo ele não demonstrando reciprocidade… Entrou no carro, não houve beijo, mesmo assim estava feliz… Procurou respirar fundo para sentir o perfume dele, para ter a sua lembrança nos dias que viriam.

O clube que iriam não era muito longe dali… ficava em Moema, logo chegaram.

Nenhum dos dois havia entrado em uma “balada liberal” antes, seria novidade para ambos. Ela estava com tanta vontade de abraçá-lo, mas ele procurou ter certo distanciamento, ela sentiu isso e procurou respeitar os desejos do Dono. Uma ordem às vezes não é dada verbalmente, é também expressa pelo corpo, pelo olhar… Ela sabia disso e procurou se conter. Entraram no Clube, ela guardou sua bolsa na chapelaria e foram reconhecer o local. Não era grande, tinha uma pista de dança com JD e gogo Boys, Dançarinas. Sentaram em uma mesa e ele foi comprar coca cola para tomarem.

Conversaram sobre vários assuntos, riram. Ele estava às 48hs sem dormir, devido ao trabalho, mas parecia se divertir. Ela sempre procurava passar a mão nele de leve, sentir seu corpo e ele a acariciava de leve o ombro. Conversando sobre troca de casais ele falou que achava estranho, apesar de não sentir ciúmes… e que se estava ali, não custaria nada experimentar. Ela não entendeu muito bem, sempre achou que fosse possessivo, algo que ela adorava, pois fazia se sentir especial.

Ali não era mais nada. Era apenas uma escrava satisfazendo os desejos de seu Dono e pretendia fazer isso muito bem. Procurou sorrir, ser agradável e faze-lo se sentir bem ao seu lado. Mas não estava sendo falsa, só estava sendo o que era: submissa.

Se ele queria, ele teria. Realmente aquele dia não teria sua tarefa cumprida, mesmo ficando com uma mulher, pois não era uma experiência lesbo que desejava seu Dono e sim uma bi, e ela teria que conquistar uma mulher e isso seria difícil. Procurou não desanimar e pensar positivo, mas estava difícil… Não teria sua coleira, não teria um Dono! Mas se estava ali, iria no mínimo se divertir um pouco, pelo menos teria história para contar.

Conheceram o primeiro casal, deu seu primeiro beijos em uma mulher… Achou bom. Mas ela ainda estava assustada com a questão da troca, ainda não acreditava que seu Dono iria permitir, estava esperando ele falar alguma coisa, olhou para ele assustada, pois o homem queria transar com ela, ela perguntou angustiada: “pode? Ele quer transar comigo!” e ele só balançou a cabeça afirmando que sim. Mas ela não conseguiu, e o cara era muito afobado e ela não gostou. Pediu para parar e foram dar uma volta. Estava difícil para ela, a maioria que estava ali era de casais baunilhas, de certa forma se amavam e tinham esse fetiche. Ela não era uma esposa, nem namorada, era escrava e poderia ter valor ou não. Corria o risco de ser menos do que uma prostituta. Na segunda tentativa, ainda não conseguiu, beijou a mulher passou a mão, mas quando viu seu Dono a beijando entrou em pânico, mais uma vez saiu da cabine.

Precisava trabalhar com seu psicológico, precisava entender sua posição precisava entender o porquê de estar ali. Quando ela queria anular seus sentimentos, conseguia fazer muito bem, e quando fez isso começou a relaxar. Estava ali porque aceitou, não estava fazendo nada forçado e se era ordem se entregar a outro, faria da forma mais gostosa possível. Enfim começaram a se entrosar com dois casais, um iniciante e outro já freqüentador. Foi uma conversa agradável, ela passou a ficar menos tensa, enfim já estava relaxada e excitada com a situação. Ela e a outra mulher começaram a se tocar, até acontecer um beijo, então ela convidou a todos para ir até uma cabine. Quando ela olhou para o outro lado, o terceiro casal tinha ido embora, então só entram os quatro.

Foi muito agradável beijar a mulher, lábios macios, pele macia… Ficou excitada, mas não tinha coragem de olhar para o Dono, lá no fundo queria fugir dali. Sentimentos contraditórios!

Enfim ocorreu a troca, viu seu Dono beijando a outra mulher e pensou: até agora não me beijou nenhuma vez… E já está beijando outra, não era justo. Mas era assim que ele queria quem era ela para contestar?

O homem a deitou no sofá e a penetrou… Com força e rápido, Seu Dono estava em pé, olhando para ela com a outra lhe chupando… Mais uma vez não teve coragem de encará-lo. Estava tão confusa, não sabia deveria gostar… Ficou com medo do que o Dono poderia achar dela: uma vadia que não valia a pena. Ficou com medo de ser abandonada ou pior do que isso…   De descobrir que ele não nutria nenhum sentimento por ela, e querer dividi-la.

Ele não notou, mas ela estava prestando atenção em tudo que acontecia com ele e a outra. Percebeu quando ele reclamou da camisinha, aquelas de menta… Deu alergia, apertou. Ela viu, com uma doce pontada de alegria, que ele não conseguiu penetrar a mulher.

Por fim ela acabou tendo o que tanto queria, foi para os braços de seu Dono enquanto o casal divertia-se com um outro que havia entrado na cabine. Foi o momento mais gostoso daquela noite, ficar ao seu lado e beija-lo suavemente. Foi a primeira vez que o beijou assim e se sentiu realizada! Saboreou cada minuto, respirou profundamente para sentir o cheiro dele e deixar gravado na mente.

Enfim a noite para eles acabou, mas a tarefa ainda não tinha sido validada. Não tinha ocorrido uma transa bi. A sua tarefa ainda deveria ser cumprida. Naquela madrugada quando ele a deixou no aeroporto para pegar o ônibus e retornar para casa, ele apenas falou: depois vou te falar o que achei de tudo isso… Ela ficou tão apreensiva, quase chorou!

Mas teve uma boa surpresa um dia depois, quando ele falou: “Sinto ciúmes de você cadelinha, não vou te emprestar e nem dividir você com ninguém, Tivemos uma experiência e isso poderá ser usado contra você no futuro como um castigo. Mas bem que você estava gostando de transar com o carinha né? Estava olhando para sua cara e você estava gostando…”.

Ali ela começou a perceber que poderia começar a confiar, que talvez seus sentimentos fossem retribuídos.

Se a encontrasse agora, veriam uma submissa com sorriso de Mona lisa nos lábios e o olhar dissimulado de Capitu. Veriam uma submissa apaixonada pela sua condição… Não queria outra forma de viver! Não lhe interessava outra forma de amar… Estava profundamente apaixonada!

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