Feliz ano novo!!!

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Ano novo é promessa de realizações:

Aquela dieta que não fiz.

Aquela promessa que fiz e não cumpri… Esse ano vai ser diferente.

Mas o ano novo não vai trazer nada de novo.

A dieta vai ficar para o outro ano.

E aquelas promessas que fiz, vou enrolar mais um pouco.

Feliz ano que se repete!

Feliz 2016.

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Fico triste…

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Mas ai eu me lembro que:

Tenho Netflix.

Uma cama quentinha.

Uma gata branca e fofa.

Que vou ao shopping e vou comprar um livro.

Que estou lendo Hellraiser.

Que tive dinheiro suficiente para comprar um notebook para meu filho.

Que tenho um blog que faz sucesso!

Tenho muitas coisas legais, me faltam muitas coisas para ser completa…

Me falta muito BDSM.

Me falta Você!

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Proibido

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Ontem eu iria postar essas fotos na rede social, porém a autocensura apitou!! Não, você será denunciada! Realmente por muito menos já tive imagens denunciadas e meus amigos também. então é melhor não dá bobeira e cair na malha dos ficais. O interessante é que páginas com discurso de ódio, violência contra mulher (estou falando de violência gratuita e não de BDSM que existe os termos consensuais), racismo e violência contra animais não fere as politicas da rede social do Sr Mark Zuckerberg.

O beijo

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1-12310026212b8WSomente agora ela percebeu que só imaginou os beijos, não houve beijos, não houve intimidade.

O primeiro encontro intimo dos dois foi prático. Improvisado, mas prático. Não houve beijos, seria a puta e não se beija putas.

Fizeram sexo e ele ordenou que engolisse seu pau, sem engasgar! Putas não engasgam, putas não negam nada!

E por fim ele gozou.

Um gozo prático.

Enganando a si mesma, ela imaginou os beijos. Não houve beijos, era a puta.

Iriam ter mais daquela intimidade prática, iria se deitar com outros a mando dele, seria sua serva, sua puta, mas não poderia beija-lo. Ele não queria amor, apenas obediência. Se um dia viesse a ama-lo, teria seu pescoço quebrado.

“Porque pra nós, mulheres negras, sobreviver e ser feliz é um ato revolucionário!!”

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Zaira Pires: Redatora, revisora, blogueira e jornalista.

Todos os dias nós mulheres negras sobrevivemos!

Sobrevivemos apesar de crescer ouvindo que o boi que assusta tem a cara preta, que o gato que dá azar é preto, que inveja que já é ruim, fica pior quando é preto, que o humor que desrespeita é negro, que quando a coisa tá ruim ela tá preta, que a lista do que não presta é negra, que falar mal de alguém é denegrir – tornar negra.

Sobrevivemos apesar de nossos cabelos, nossa roupa  e nossa cultura estarem na moda sem a gente dentro.

Sobrevivemos apesar de crescermos que nosso cabelo é errado, que a cor de nossa pele é errada, que nosso nariz é errado, que o formato de nosso corpos é errado, ou melhor às vezes é certo desde que seja entre quatro paredes sem contar para ninguém e não pode dize não, afinal toda mulata é fogosa e só serve pra sexo.

Sobrevivemos apesar de ganhar menos com mais anos de estudo. Apesar de estarmos sempre nos cargos subalternos, apesar de termos jornadas triplas, apesar de sermos a grande maioria se prostituindo por pequenos valores, apesar de sermos as maiores vítimas de feminicídio, apesar de sermos as maiores vítimas do aborto inseguro, apesar de sermos as maiores vítimas de violência obstétrica, apesar de vermos nosso filhos morrerem nas mãos da violência policial, apesar de criarmos nossos filhos sem pai, e sermos a maioria em celibato definitivo, apesar de não termos direito a amor, sobrevivermos!

Pior se for lésbica, pior se for transgênera, pior se for gorda, pior se for mãe solteira, pior se for muito jovem ou se for velha de mais, porque o branco masculino, heterossexual, cisgenero e magro é a norma, a régua usada para enquadrar a todos, e quanto mais distantes suas medidas estão das ideais, menos espaço o mundo tem pra você.

Sobrevivemos denunciando o machismo do homem negro e o racismo na luta da mulher branca. Para ambos nossa voz é inconveniente porque aponta a falha que eles não querem enxergar. E não cabendo nem lá, nem aqui, criamos nossas brechas e sobrevivemos e de tanto sobrevivemos acabamos aprendendo a viver contrariando todas as estatísticas e sendo felizes.

Sobrevivemos e resistimos porque prá nós mulheres negras, viver e ser feliz é um ato revolucionário.

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Transcrevi esse texto da zaira de um vídeo que ela fez para o dia da consciência negra em um canal de TV. Muitas coisas passaram pela minha cabeça, muitas coisas que não tinha me empoderado ainda. As vezes eu achava que era coisa de minha cabeça, que eu estava delirando.

Mas não é e hoje eu sei:

1°: Se eu fosse branca, loira de olhos verdes/azuis, não seria invisível. Mulheres negras foram feitas para quatro paredes. 

2°: Será muito difícil, até mesmo impossível encontrar alguém disposto a dividir uma vida comigo, com filho! Mãe solteira e negra periférica? Sei que vou morrer sozinha. Posso estar enganada, mas prefiro estar pronta para essa possibilidade… Preciso fazer a carteirinha do Hostels Brasil – Albergue da juventude, porque está só não significa ser infeliz! 

Não é fácil viver minha sexualidade, ser submissa, curtir BDSM. Sei que os homens vão chegar perto de mim para viver seus fetiches, suas taras, vou ser usada, vou ser magoada, será que vou ter que abandonar tudo isso? Me sentir mais solitária ainda? Como lidar com tudo isso e ser feliz?