Submissa de Alma Perdida

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Quando o Dono/SR/Mestre a olhava e dizia que ela era uma submissa de alma, ficava pensando se ele acreditava mesmo naquilo. Já estava duvidando dessa liturgia toda. Ela queria viver algo intenso, o Dono só queria subjugar sua mente com esse tal de sadismo psicológico: “cadelinha, vou dominar sua mente e depois terei seu corpo”. Então ficava imaginando o Dono com aquelas roupas do Mandrake dizendo: “Vou dominar sua alma, você agora me pertence! Oh!”.

Era muito maldosa para uma submissa… Definitivamente não tinha uma boa alma.

Para piorar as coisas, à distância e a falta de tempo atrapalhavam muito. Quando o Dono/SR/Mestre não estava trabalhando muito, estava muito doente para lhe dar atenção. Foi assim que sua alma submissa maldosa ficou vagando entre a terra e o limbo, como uma alma penada vingativa.

Ela chegou a cogitar em entregar a coleira, disse que não estava conseguindo lidar com sua ausência… Estava ficando desesperada.

Começou a ter fantasias de que ele mentia, que ele na verdade era casado e estava escondendo dela. Que não estava doente coisa nenhuma, que era tudo mentira para que ele curtisse suas férias em paz. Imaginava ele e a esposa em um hotel hesort à beira mar. Estava ficando louca…

Ela pensou em viajar em suas férias, comentou com o Dono/SR/Mestre que deu a maior força para que fosse. Com certeza queria se livrar dela!

Fazia de tudo para se livrar daqueles pensamentos e ser mais prática: via sua vida! Relaxa! Ele não é deus, não é mágico. Ele não tem controle sobre suas ações. A única pessoa que pode te controlar é você mesma, repetia… Até aquele momento ele exercia sobre ela um controle muito forte, dava impressão de que ele saberia de qualquer deslize, que ele sentiria o cheiro de outro homem, que ele saberia de todos seus passos. Mas o controle estava enfraquecendo, Mandrake/Dono/SR/Mestre estava perdendo os “poderes” sobre ela.

Durante seis meses só tinhas se visto apenas uma vez.

Estava muito triste.

Teria ficado muito feliz se ele tivesse chamado para passar um final de semana com ele, já que estava doente e ela estava ali para ajuda-lo.

Mas as coisas não são como queremos.

Ela não manda e nem comanda.

Ela só obedece.

Apenas se cala.

Era uma mulher de Atenas e não uma Espartana.

Não tinha mais forças para desistir, não tinha mais paciência em procurar outro caminho. Só se deixa levar.

Deixou de ser submissa de alma e agora é uma sombra… Sombra e sobras de uma submissa.

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E vamos rir, porque ter senso de humor é fundamental!

Dom Mandrake manda lembranças!

Poema Safado

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Conheceram-se pela internet

Certificou-se que fosse alguém comprometido

Não queria envolvimento amoroso

Era apenas sexo pelo sexo.

Marcaram um dia para se conhecer pessoalmente

Era apenas um encontro para conversar

Tudo bem escondido…

Não queria prejudicar.

Foi um sentimento de paixão e desejo

Não conseguiram se segurar

Dentro do carro mesmo

Línguas e mãos

Boca sugando

O gozo veio fácil

Mas queriam mais,

Motel…

Cama

Chuveiro

Sexo anal.

E mais cama

E mais sexo,

Cavalgou

Foi cavalgada,

Gozo na cara.

Partiram

Deixando no corpo as marcas

E o gosto na boca

Do sexo

Lascívia

Luxúria!

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Cuckold – Corno

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Cuckold é o termo em inglês para Corno e esse nome faz referencia aquele pássaro que não faz seu ninho, simplesmente bota seus ovos no ninho de outros pássaros. Alguns homens sente prazer nessa prática, frequentam swings a procura de parceiros. o fato de ver a mulher tendo prazer com outro homem não é um tormento para o corno ou corninho, é motivo de prazer.

Sentir prazer no ciúmes chama-se ZELOFILIA.

O fetiche também envolve submissão, humilhação e o medo da traição. A pessoa tem medo de ser traída, mas por nada desse mundo deixa a pessoa. Deixar o companheiro seria uma forma de se livrar do sofrimento, mas ao mesmo tempo livraria-se do prazer do medo.

Escrevi um conto com esse tema na perspectiva masculina…

O Corno

Sabe aquele casal que vive juntos há anos e se amam de verdade? Assim eram eles: Jonas e Sônia.

Jonas já havia perdido as contas de quantos homens já haviam passado entre as pernas de sua maravilhosa esposa. Não falava em traição no sentido social e conservador da palavra. Gostava daquele jogo, mesmo não sendo um jogo aberto, pelo menos até o momento.

Uma vez presenciou uma cena terrivelmente deliciosa. Chegara em casa mais cedo, estacionou o carro na rua, havia um carro em frente a sua garagem. Entrou em casa pronto para ligar para o guincho, quando ouviu gemidos vindo de seu quarto. Tirou os sapatos para não fazer barulho e foi caminhando até lá. Viu sua esposa, sua Sônia, transando loucamente com um amigo… Para isso servem os amigos, não é? Ficou ali a observar o amigo em cima da esposa metendo vigorosamente entre suas pernas, e Sônia gemendo e urrando… Pedia mais. Mulher fogosa, com apetite sexual voraz, seria impossível satisfaze-la sozinho, precisava sim da ajuda de algum amigo camarada, e também de algum desconhecido. Saiu dali para não perturbar o gozo de sua esposa. Foi para o banheiro dos fundos, sabia que ali ela não apareceria e ficou lá ouvindo os gemidos e se masturbando.

Algum tempo depois ouviu barulhos de portas e duas pessoas de despedindo e mais portas batendo. Foi até o quarto, a cama ainda bagunçada, na sala não havia ninguém. Sentou e esperou. Sônia abriu a porta e quando viu ali o marido sentado tranquilamente levou um susto. Estava esperando um tapa, um xingamento, o marido arrumando as malas e indo embora. Mas não foi isso que aconteceu, Jonas não iria perder seu bem mais precioso, sua linda esposa fogosa. Ela ficou ali paralisada, ele a olhava e sorria. Disse para a esposa que sempre soube de seus casos e entendia que ela não fazia por estar infeliz com ele, sempre foram felizes! E explicou que da mesma forma que ela gostava de se aventurar com outros homens na cama ele gostava de saber e até dava uns incentivos. Jonas e Sônia se abrasaram, ela se sentiu aliviada e menos culpada. Muitas vezes se sentia uma aberração, tentou mudar e parar com aquilo, mas o fetiche era muito mais forte. Depois de conversarem, tomarem um bom vinho, entrar no chuveiro e ter uma boa sessão de sexo, eles perceberam que eram normais e só haviam escolhido um caminho diferente em relação ao prazer.

Passaram a viver com mais intensidade seus desejos.

Ele adorava sentar em frente à cama e vê-la sendo possuída por outro homem. Seus gemidos, seus pedidos de “mete mais”, seu gozo. Às vezes ele ficava mais perto e segurava em sua mão, beija sua boca e observava sua bela esposa ser penetrada.

Esteticamente considerava maravilhoso! Sua expressão de prazer e gozo… Estupendo!

Mais do que um “corno” era um voyeur! Gosta de ver sua mulher ser desejada e sexualmente possuída.

E começaram a fazer orgias.

Assim descobriu que seu amor não tinha limites, nem sua tara, nem seus fetiches…

Sônia, sua louca e tarada esposa estava sempre pronta para fazê-lo um corno feliz!

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Essa charge de Carlos Latuff representa bem o que é ser corninho… e para mim não tem nada de mais. viver sua fantasia é o mais importante! Sejam felizes corninhos!

Habita meus sonhos…

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Então senti teus dedos me dedilhando

Excitando meus lábios molhados

gozei freneticamente.

Me beijou com ardor e me fez sentir uma pontada de dor.

A dor da ausência, a dor de estar e não estar.

Essa é a dor que me faz sentir sempre, está em mim latente.

Me faz chorar todos os dias, penso até em acabar com minha vida.

Só brinca com meus sentimentos…

apenas habita meus sonhos, neles me faz gozar.

Mas não acordo feliz, sempre acordo com dor: a dor latente, a dor pulsante de não te encontrar.

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Eu era intensa… Mas ai eu morri!

opara222Eu sou assim: Opará… Calma e mansa as vezes, furiosa e arrebatadora em outras. Alguém conseguirá me domar?

Vou fazer uma análise desse tempo de quase três anos de submissão com meu Dono.  Algumas pessoas vão entender, outras me chamaram de louca e até de burra. Mas quando eu entro de cabeça em algo eu quero chegar até o ultimo limite, quero ver aonde o caminho vai me levar. E tem outras questões também: os sentimentos me fazem ter dificuldade de me desligar.

A submissa que existia há três anos não existe mais, até mesmo minha essência – que alguns dizem que não muda – mudou bastante. Eu era uma ultrarromântica e achava que uma submissa deveria ser sempre muito apaixonada e se entregar de forma irrestrita e ser muito intensa. Ter esses sentimentos me fizeram muito mal. Não foi por falta de aviso, porque muitas amigas me falaram que eu não deveria ser assim, mas eu achava que iria encontrar um homem que me compreendesse e que me aceitasse como sou (ou era). Eu achava que tinha encontrado essa pessoa, mas na verdade era somente ilusão. Eles até falam que querem uma submissa intensa e no começo até acham “bonitinho”. Mas quando o tempo foi passando, ele não achou minha intensidade assim tão “bonitinha” e ai começaram os problemas.

Eu tinha uma visão do BDSM que não era compatível com a dele. Eu pensava que teríamos sessões. Então ele me disse: BDSM não é só ter sessões, quero primeiro sua mente bem trabalhada, lapidada, primeiro eu domino a mente e depois o corpo. Então pensei: “beleza! Minha mente ele já tem! Vamos esperar as sessões!”. O tempo foi se arrastando… Seis meses, um ano e agora quase três e minha mente ainda está indomável. Talvez eu não seja uma cadela e sim uma égua de espirito livre.

Eu bato de frente com muitas coisas, não aceito outras tantas… Brigo e até ofendo.

A coisa piorou com a ida ao swing.

Depois de algum tempo que estávamos juntos surgiu à exigência de fazer uma tarefa e ela consistia em encontrar uma mulher para fazer um Ménage à trois. Corri atrás disso, encontrei uma pessoa disposta, mas a lei de Murphy sempre está ao meu lado e é infalível! “Se tem de dar errado, dará”. E foi isso que aconteceu, deu tudo errado! Era uma coisa tão simples: A moça estava disposta a vir, era só encontra-la e transar e pronto. Mas as coisas não devem ser simples para mim, tem que ser difícil! Então a vida disse: “Vamos foder com essa mulher!” E assim foi, não deu certo. Ai veio mais outra, e depois os perfis fake, até que dei ideia de ir ao swing… E estamos lá até hoje. Meu Dono curte muito me ver humilhada porque eu me sinto mal, porque às vezes tenho certeza que as pessoas me olham lá e pensam: “esses ai nem são casados ela é só uma prostituta”. Mas ele deve gostar disso, gosta de humilhação que vê em meus olhos. Quando uma vez perguntei por que nunca transava comigo ele falou: “você não merece”. Quer coisa mais humilhante do que essa para uma submissa?

Mas irão dizer… Você gosta! Penso que ninguém gosta de ser humilhado, mas uma mulher submissa irá suportar com menos resistência do que outra, afinal somos feitas para isso.

Meu ultimo ataque de fúria foi no começo do ano e estou sendo castigada. Meu Dono não fala comigo desde janeiro sem previsão de quando o fará. A principio achei que seria até final de abril, mas já estamos no final de maio e nada de voltar ao normal.

Nesses meses tive que mudar muita coisa em mim. Tive que lutar contra uma depressão, pensamentos suicidas. Tive que me abandonar para me encontrar em outro corpo em outra pessoa. Troquei de perfume, mudei a essência.

Tudo isso para ficar ao lado de um homem e conquistar seu respeito. Ainda tenho esperança de que um dia, não sei quando, irei ter seu merecimento, que faremos sessões e serei dele por completo.

Pode ser que um dia essa esperança acabe e que eu diga: “não dá mais, cheguei ao meu limite”. A gente termina uma história, mas leva na bagagem tudo o que aprendeu e dessa vez minha bagagem não será pouca, esse homem me ensinou muito! Sempre na dor, com doses homeopáticas de amor… E assim eu me tornei a submissa que sou hoje.

As fantasias

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São as fantasias…

Não são reais, são apenas atores representando papeis.

Por isso são fantasias!

Não precisa destruir as fantasias dizendo: “isso nunca vai acontecer, é só um monte de bobagem!”

Eu sei que não são reais e também sei que somos adultos para distinguir fantasias de realidade. Talvez eu me decepcione, ou… me surpreenda.

Permita-me fantasiar.

Permita-me sonhar…

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