O Casamento

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tumblr_muxonuc8jn1qlcyfro1_Ela sabia que um dia o romance iria esfriar, já havia conversado com amigas casadas e todas diziam que o quinto ano de casamento era trágico, iria definir muitas coisas.

Não acreditava que isso iria acontecer tão cedo, talvez no décimo ano de casamento… Ou nunca!

Eles não tinham um casamento convencional.

Primeiro combinaram de não ter filhos, iriam atrapalhar os planos de viajem, perderiam a liberdade.

Combinaram que iriam fazer coisas novas e experimentar.

Foram em swing, transaram a três e a quatro.

Ela queria transar com dois homens, mas ele dizia não estar preparado para isso. Não achava justo, pois já tinham realizado todos os sonhos eróticos dele.

Na verdade tudo girava em torno dele, das vontades dele, dos desejos dele. O mundo girava em torno do seu umbigo. Mas ela não ligava e até gostava de satisfazer os caprichos dele. Havia lido na internet uma vez que isso era ser submissa. Uma coisa chamada BDSM. Também descobriu que era masoquista, gostava de apanhar na cama, de sofrer, de se sentir humilhada.

Sentia-se doente, era estranha, não se encaixava.

Leu História de O, se identificou. Era aquilo que ela era: Submissa.

Ela contou tudo ao marido, e ele prometeu que iria estudar sobre o assunto e iriam fazer coisas juntos.

Mas as coisas nunca vieram, ele nunca estudou e nunca a satisfazia.

Uma vez ela perguntou se realmente a desejava, e ele respondeu sem olhar em seus olhos concentrado no trabalho, que sim… Um marido sempre deseja sua esposa.

Talvez ele tenha respondido isso só para se livrar dela e continuar o trabalho…

Sempre o trabalho.

Nunca mais tiveram tempo para nada, e já completava seis meses que nem mais transavam.

Estava pensando seriamente em aceitar o convite de seu melhor amigo para sair. Às vezes ela pensa que fez uma escolha muito errada em sua vida e poderia ter ficado com esse seu amigo. Mas o marido havia encantado desde o primeiro dia que o viu. Forte, decidido e sabia controlá-la. Ele literalmente a deixava rastejando aos seus pés. Mas havia algo errado, ela não sabia explicar o que era.

Parou de se preocupar, foi tentar viver a vida…

Não iria pedir divorcio, queria saber até onde ele iria.

Enquanto isso foi se divertindo com alguns amantes esporádicos. Todos a desejavam ardentemente. Todos eles arrastariam um caminhão por causa dela. Mas em todos os homens que ela se deitava, ela só queria encontrar o marido, o homem que ela amava.

Ela não tinha coragem de ir embora.

Tinha medo de pedir para ele ir e ele atendesse ao pedido.

Tinha medo de ficar sem ele.

Ela era a cadela e ele o Dono. E a cadela não iria agüentar viver sem o Dono.

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Bondage

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Bondagista é aquele que imobiliza o outro parceiro(a) de formas mais simples até os mais elaborados métodos.

As mais complexas são as de origem japonesa –  o Shibari

A versão ocidental dá-se o nome de Bondage. Nessa técnica são usados os mais variados materiais: com cordas finas ou grossas, cadarços e outros materiais; imobilizações com fitas isolantes, papel filme, silver tape, outras fitas colantes; com algemas, prendedores, na Cruz de Santo André, na roda, em mecanismo medievais de madeira próprios,etc. As técnicas de privação de sentidos como vendas nos olhos ou capuzes, também são considerados bondage.

O Bondagista nem sempre é sádico Dominador, as vezes trabalha de forma exclusiva com o bondage sem envolvimento com a relação Dominação – submissão.

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Fin-Domme (Dominação Financeira)

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É o fetiche em que a pessoa (geralmente homens submissos) oferece dinheiro ou presentes a uma mulher dominante, sem nenhuma esperança de sexo. A simples sensação de ter alguém controlando financeiramente é uma prazer para o submisso.
É preciso ressaltar que um escravo financeiro ou Slave Money não é um amante rico, já que dentro do jogo BDSM não haverá uma troca, o sexo nesse caso não estará envolvido, o que excita o submisso é saber que uma mulher está lhe controlando e o prazer de dar presente e obedecer ordens é muito maior.
A motivação do escravo está em gastar dinheiro com sua Fin-Domme (financial dominatrix).
Talvez esse desejo venha de um sentimento de inadequação, já que o submisso se sente inferior… Mas isso é apenas uma dedução, e não uma verdade absoluta.
Uma Fin-Domme não implora dinheiro do escravo, não está ali para roubar o submisso coitadinho. Ela por si só, já é uma mulher independente e que não precisa do dinheiro do escravo, isso precisa estar bem claro já que faz parte do jogo de humilhação.
Ser uma Dominadora financeira não é uma prática fácil, existe uma linha muito tênue que separa o fetiche do abuso. Não seria interessante pedir cartões de credito, senhas de banco ou fazer chantagem… Isso é crime!
Mas se existe aqueles homens que se submetem ao jogo, é porque querem e sente prazer. Então, os submissos que não se encaixam nesse perfil, por favor não insultem as Fin-Dommes como já vi muitos fazendo por ai.

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Cronista

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Eu não sou escritora. Ou sou? Estou ainda tentando me definir.

Eu escrevo aquilo que vivo e sinto dentro do contexto BDSM.

Anne Rice não precisou encontrar vampiros para escrever romances sobre eles, e nenhuma escritora precisou encontrar o príncipe ou o Dominador encantado para escrever sobre uma tórrida noite de sessão e amor. Não estou dizendo isso porque não tenho auto-estima, ou porque me acho inferior a outras mulheres que escrevem contos super eróticos de molhar a calcinha. Eu gostaria de escrever assim também, não acredito em “dons especiais para alguma coisa”, penso que se eu treinasse bastante até conseguiria escrever algo bom.

Mas eu estou muito preocupada em fazer outras coisas, estou me dedicando para minha entrega como submissa e isso me consome muita energia.

Tem outro ponto também, gosto de escrever crônicas, sou mais cronista do que contista… Existe essa palavra? Contista?

Gosto de escrever assim, desta forma… Sobre o cotidiano, sobre o que penso e o que me faz feliz ou triste.

Uma amiga veio me perguntar por que não escrevo “fanfic” de alguma história futurista envolvendo erotismo, já que gosto de Star wars… Que preguiça! Inventar uma história, futurista, carros voadores, um clube BDSM onde você entra em uma cabine e tem sessões virtuais… ops! Facebook melhorado? Interessante isso.

Vou pensar sobre o assunto.

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Talvez Paolo Serpieri e sua belissíma Druuna pudessem me influenciar em histórias futuristas com sexo… Druuna transa com todo tipo de seres esquisitos. Essas histórias me chamam a atenção!

Star Wars

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Me apaixonei pela saga Star Wars em minha adolescência.

Hoje convido a todos para o lado negro da força, ou para ser um jedi!

Troopers também estão valendo…

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Este foi o site de referencia para os brinquedos inspirados na saga Star Wars.

Willy Ronis

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Willy Ronis (1910 – 2009) é um dos nomes que figuram na história da fotografia mundial. As imagens do fotografo francês retratam de forma poética a vida cotidiana, na França e em outras partes do mundo onde viveu.

Entre 1939 e 1945, Ronis que era judeu se refugiou no sul da França e com a liberação do pais, participou do renascimento da impressa ilustrada e fez parte da primeira equipe fundadora da Agencia Rapho. Trabalhou em revistas de renome como Life e Vogue.

Aos 98 anos publicou o livro “Nues”, que retrata seus 56 anos de trabalho.

Faleceu em 2009 aos 99 anos.

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Foi por acaso… Estava procurando uma imagem que casasse com o poema de Mário quintana, foi que me deparei com essas belas imagens de Willys Ronis.

Foi a união perfeita…

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Sonho adiado

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Eu também sou vítima de sonhos adiados, de esperanças dilaceradas, mas apesar disso, eu ainda tenho um sonho, porque a gente não pode desistir da vida.

Martin Luther King

Eu queria desistir da vida, mas a vida nunca desistiu de mim. Vou continuar sendo serva sem coleira. Vou continuar em silêncio.

Hoje acordei feliz, tão feliz que a felicidade caia de meus olhos em forma de gotas.

Fui tomar meu desjejum, e não existe algo mais saboroso e que me deixa feliz do que comer mamão com iogurte. Mas não é qualquer iogurte, é o novo Activia Greco! Misturar o mamão picadinho com o iogurte e comer, não existe nada melhor, nada mais saboroso. Precisos de momentos suaves assim, já que meu intestino sempre me lembra que sou masoquista. Ir ao banheiro é como fazer uma sessão de fisting, depois vem à sessão humilhação, pois tenho ir até a área de serviço e pegar aquele desentupidor enorme para desentalar o vaso sanitário.

Lembro que quando criança era 10 vezes mais gostoso (pior). Imagine uma criança de cinco anos fazendo fisting, essa era eu no vaso sanitário, eu gritava e chorava de dor. E para ajudar minha mãe me obrigava às vezes a enfiar uma ducha com água em mim (desde criancinha fazendo enema). Então como não ser feliz? Sempre tive a vida BDSM que sempre quis!

Voltando ao meu nascimento… Foi minha primeira experiência com asfixia. Demorei cinco dias para nascer, e minha mãe diz que eu estava totalmente roxa.

Depois aos oito meses de vida, tive minha primeira experiência com copofragia. Tirei o conteúdo da fralda e passei no berço, no rosto e ainda comi um pouquinho. Às vezes quando achava uma barata comia também, mas hoje tenho pavor de baratas.

Depois veio a fase das agulhas.

Eu tive infecção de amídalas e precisei tirá-las, mas até isso acontecer o médico que provavelmente era sádico me fez sofrer um pouco. Foram umas 100 agulhadas de algum remédio antibiótico e mais alguns tantos vidros de bactrin. Eu me lembro de tomar injeções todos os dias! E para não fazer escândalo, minha mãe me prometeu um brinquedo… Escolhi um boneco que virava e chorava vermelho com capuz que me acompanhou como fiel escudeiro por vários anos de minha vida de hospitais e agulhadas.

Não me recordo se foi antes ou depois de operar as amídalas que meus rins entraram em colapso e eu não conseguia andar.

Devido à baixa imunidade veio a fase das impinges. Mas elas não sumiam com uma simples pomada anti micótica, apenas um ácido sem ser diluído em água conseguia eliminá-las… Já pingaram ácido na pele? Dói muito.

Mas depois que operei, tive alguns momentos de felicidade. Pude tomar sorvete! Foi o melhor momento de minha vida, depois de tanto sofrimento tive a recompensa.

Mas não acabou por ai, pois veio a fase de privação de alimentos. Minha mãe grávida. A sopa de osso com fubá era uma delicia! E só tinha isso para come. Nem as baratas eu comia mais. Fiquei tão desnutrida que meus cabelos caíram.

Depois disso as coisas melhoraram um pouco, minha irmã nasceu… Saudável! Ainda bem.

Mudamos de cidade, a vida ficou um pouco melhor… Conheci um local chamado biblioteca e me refugiei nos livros.

Como não ser feliz né?

Sou tão feliz que a felicidade transborda de meus olhos em forma de gotas.

Hoje eu sou submissa, desde sempre masoquista.

E a noticia mais feliz que tive foi a de que ainda continuarei sendo uma serva sem coleira para me aperfeiçoar ainda mais em minha submissão. Foi uma notícia tão boa que não consegui deixar a felicidade dentro de mim e ela caiu de meus olhos em forma de gotas.

Mas para quem viveu BDSM desde que nasceu, continuar serva sem coleira não é nada. Fui serva sem coleira a minha vida toda! Apanhei e sofri. Essa noticia não pode me abalar…

Ainda continuarei lutando, em silêncio.

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